Nicoloco parte 3 – Bahia em Minas

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O encerramento da festa Nicoloco foi sob o comando de uma baiana. Natural de Itapetinga, Tatiana Meira e os 11 músicos da banda Axé Mondo assumiram o palco já por volta das 20h40 do sábado (17-10), com um repertório que incluía também músicas próprias.

Antes do show, a vocalista Tatiana falou ao Estúdio ao Vivo sobre a carreira:

Bahia e Minas
Em Minas Gerais a aceitação [do Axé] é bem maior do que na Bahia. Eu como baiana, você também, nós sabemos que lá toca muito forró, muito arrocha, o Axé quase não é tocado. Só nas Micaretas em geral. Minas Gerais hoje é a maior consumidora de Axé no Brasil. Então para nós, baianos que estamos aqui em Minas fazendo trabalho no Axé, é muito legal, a gente pode trabalhar bastante.

Músicas Próprias
Nossas músicas são muito dançantes, tem coreografia, então fica mais fácil para o pessoal cantar. A gente ensina antes e o público dança com a gente.

Pelo Brasil
A gente toca bastante no Rio de Janeiro, nas cidades próximas, como Juiz de Fora e Muriaé, e também no Espírito Santo. Com certeza é muito difícil para uma banda que está começando porque depende muito de investimento e de um empresário que queira investir no seu projeto.

Por enquanto a gente está indo devagarzinho e eu acho até melhor, porque você vai sentindo, vai crescendo no seu trabalho. Isso é bem importante também. É claro que a gente quer sucesso. Mas, enquanto não vem, a gente vai curtindo essa fase boa em que a gente está.

Novos Trabalhos
A gente vai gravar no final do ano, no reveillon, estamos planejando gravar o DVD e o CD.

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Agradecemos aos integrantes da banda Axé Mondo e, em especial, à vocalista Tatiana Meira.

Nicoloco parte 2 – Axé mineiro

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A segunda noite de festa Nicoloco (bebida liberada) trouxe bandas mineiras de Axé. Akikalô, de Juiz de Fora, apresentou durante quase três horas desde músicas mais tradicionais do Axé a sucessos de bandas como Chiclete com Banana e Babado Novo. Na estrada desde 2006, o grupo já ganha notoriedade no cenário musical da região Sudoeste do Brasil e prepara DVD á ser lançado em breve.

Antes do show, o Estúdio ao Vivo entrevistou o vocalista Dudu. Confira:

O início
O nosso baterista, Felipão, viajava muito para o Espírito Santo na época. Passava carnaval lá, curtia muito essa onda de trio elétrico, de Axé e trouxe a idéia da gente dentro de Juiz de Fora – onde não havia uma banda de Axé – ser a primeira a fazer esse trabalho.

Inspiração
Primeiro você começa a pereceber as tendências, ver o que o pessoal está tocando, porque tocam muita música que não é Axé, fazem versões. A gente copia muito algumas coisas boas, vê o que “está pegando”, o que é sucesso. Ontem mesmo a gente estava no JF Folia, só para assistir Jammil e Banda Eva, ver o que está rolando.

CD e DVD demo (2007)
Foi um trabalho promocional. A gente não colocou à venda, até por contar com músicas do nosso show como um todo, músicas de vários artistas renomados da Bahia. Isso acabou gerando uma série de coisas boas para a banda, muitos shows que a gente conseguiu fechar. A gente fez esse show [do DVD] no Carnadministrando, aí veio JF Folia, Festa Country, shows no Estado do Rio e em outras regiões de Minas. Aqui em Viçosa também, que é uma cidade universitária, tem o nosso público-alvo. O DVD serviu pra gente conseguir expandir mais nossa área de atuação.

Integrantes da banda Akikalô

Integrantes da banda Akikalô

Músicas Próprias
Eu que faço as músicas e às vezes a gente chega numa cidade em que nunca tocou e uma pessoa fala: toca aquela música de vocês do “Administrando” – porque a gente fez a música para o Carnadministrando, o evento em Juiz de Fora, então a música ficou conhecida e, de certa forma, causou esse alvoroço em torno do Akikalô em 2007. Foi a música que projetou muito a gente e eu fico feliz de ver esse trabalho repercutindo tão bem.

“Ressaca”, que é uma música mais nova, falando de bebida, que está na moda nessas festas. Tem muita bebida liberada igual aqui. Então [fala sobre a] galera beber, mas beber de boa; vai beber então volta para casa de táxi. Essa música tem esse sentido meio educativo.

Novo DVD
Vai haver um pouco do que o pessoal já conhece da gente, esse lado de música pra cima, música alto astral. Isso a gente não vai deixar de manter nesse novo trabalho. Mas também vão ter algumas novidades. A gente está com algumas coisas em mente e o pessoal vai ter uma surpresa com a banda.

Garagem do Faustão
Estamos com o clipe da música “Ressaca”, com uma repercussão muito boa, muita gente comentando, falando bem. Mesmo não tendo sido selecionado para estar lá, a repercussão que isso causa é muito bacana para a banda.

Shows pelo Sudeste
Hoje a gente quase não toca em Juiz de Fora. No final de outubro a gente vai fechar 45 shows em 10 meses e desses, cinco são em Juiz de Fora. A gente está conseguindo manter bastante contato fora. O sábado de Carnaval vamos fazer em Ouro Preto, que é um sonho para qualquer banda mineira estar em um dos melhores carnavais de Minas Gerais – acho que Ouro Preto e Diamantina são os dois tops de Minas. Isso pra gente é uma honra muito grande.

A gente está começando a ampliar um pouco para o sul de Minas, para começar a pegar o Estado de São Paulo também, mas ainda não chegamos lá. Rio de Janeiro a gente tem feito bastante, já tocamos na região de Petrópolis, de Niterói.

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Agradecemos a contribuição da banda Akikalô, o produtor João e os organizadores da Nicoloco, em especial Fernando e Friuson.

Nicoloco parte 1 – Todas as faces dos anos 80

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Durante muitos anos a cidade de Viçosa tem acompanhado o surgimento de eventos paralelos e em referência à tradicional Marcha Nico Lopes, movimento originado em 1929 em homenagem a Antônio Lopes Sobrinho. Boêmio e dono de um bar na cidade, o personagem inspirou o estudante Antônio Secundino de São José e amigos a criarem a Marcha que servia como suporte para críticas à universidade e à política regional e nacional.

Entre as festas que surgiram como concentração para a Marcha, a Nicoloco acontece desde 2003 e chegou à sexta edição neste fim de semana, com as atrações Banda Ploc e Bolêros do Samba na sexta-feira (16), Akikalô e Axé Mondo no sábado (17). O adiamento do evento em função de orientação da Secretaria Municipal de Saúde sobre a Gripe Influenza A H1N1 não impediu que o público lotasse o Espaço Fama.

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No primeiro dia, a Festa a Fantasia teve como trilha sonora, além de músicas comandadas pelo DJ Kaion, o clima dos anos 80 na voz, instrumentos e brincadeiras dos cariocas Fábio (vocal e guitarra), Rafa (bateria), Neném (baixo), Lorena (vocal) e Hélio (teclados). Integrantes da Festa Ploc, que se tornou a marca das festas estilo anos 80 no Rio de Janeiro, o grupo trouxe repertório que inclui covers variados, do pop-rock de Paralamas do Sucesso, RPM e Capital Inicial a Rosana, Balão Mágico, Trem da Alegria e Xuxa.

Antes do início do show “o melhor, o pior e o mais engraçado dos anos 80″, o Estúdio ao Vivo realizou entrevista exclusiva com o vocalista Fábio. Confira:

Festa Ploc – origem
A Festa Ploc é conhecida pelas músicas dos anos 80. O Luciano Viana, quando fez a Ploc, juntou uma coisa com a outra: quis montar um show que tivesse tanto o lado sério dos anos 80 nacional (Paralamas, Lulu, Kid Abelha), quanto essa parte infantil (Balão Mágico, Simony, Raul Seixas, com Pluct Plact Zum) e de músicas chamadas Bregas (a gente canta Rosana, Wando…).

A gente coloca fantasia, entra o Bozo (um dos integrantes de fantasia do palhaço Bozo durante a apresentação e interage com o público com músicas e brincadeiras). Quando me chamaram para entrar na festa Ploc, eu pensei “vou tocar música de criança?”. Entrei, vi que dava certo, que a gente toca música de criança para adulto.

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Importância dos anos 80
A década de 80 foi a que mais produziu bandas que se mantiveram até hoje. Paralamas, capital Inicial, Lulu Santos Kid Abelha, tem uma lista muito grande de bandas, de cantores, de artistas. Eu, particularmente, acho a década mais forte em termos do que a gente tem até hoje. Depois disso, vinheram os anos 90 que tem Skank, Cidade Negra, Jota Quest, mas é uma outra década que não tem tanta coisa como nos anos 80. E a gente está falando de rock nacional, porque tem o rock internacional e surgiram milhares de bandas.

Revive dos anos 80
Eu gosto muito de tocar anos 80 e a galera gosta por causa disso, porque todo mundo conhece, é uma década que pega várias gerações. A gente quando vai tocar na Ploc não tem só velho, porque anos 80 parece que tem pouco tempo, mas agora em 2010 já são 30 anos. Então, todo mundo curte.

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Como encerramento do primeiro dia de evento, a banda Bolêros do Samba, de Ipatinga, subiu ao palco e tocou pagode e samba, garantindo uma variedade ainda maior de ritmos para a Nicoloco.

Amanhã você confere as entrevistas com as bandas de Axé que tocaram no segundo dia de Nicoloco.