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Dia 1º de novembro tem Engenheiros do Hawaii em Muriaé. A banda apresenta-se no Clube Colina com a turnê Acústico MTV.

Confira os pontos de venda de ingressos:
Paranóia
Maresia
Games Mania
Lucilla Modas
CD & CIA
Praça de alimentação da FAMINAS
Unidade Móvel da Epidemia

Ingresso Comum: R$ 25,00
Camarote: R$ 30,00

Chapéu e Guitarra

Do reggae para o sertanejo, o segundo dia da Festa Stripulia, promovida com a parceria da Top7 com a Gerais, trouxe para o Multishow a dupla country-romântica Edson & Hudson.


Viçosa recebeu o show da nova turnê dos irmãos que tocam juntos há mais de 25 anos. O CD recém lançado, Duas Vidas, Dois Amores, o nono da carreira, tem a participação especial de um dos astros do country americano, Kenny Rogers. Nessa parceria, a dupla canta Eu Não Sei Dizer Que Eu Não Te Amo, versão de Cláudio Rabello para a música I Can´t Unlove You, destaque do mais novo álbum de Kenny.

O rock internacional incrementa a apresentação de Hudson que costuma tocar cover de Pink Floyd e fez da inserção da guitarra um diferencial nas músicas da dupla. E&H têm acompanhamento dos músicos Orlan (teclados), Valdir (guitarra), Marquinho (baixo) e Narciso (bateria).

Mesmo com a forte chuva, que durou toda segunda metade do show, o público não perdeu a animação, acompanhou todas as canções e recebeu um agradecimento admirado de Edson: “esse dia está sendo marcado. Nossa primeira vez em Viçosa e vocês debaixo de chuva estão prestigiando”.

“Pode chover, relampejar, cair o mundo, que esse show não vai parar”

Antes de subirem ao palco, Estúdio Ao Vivo conversou com E&H:

Tom Hertz · Como foi a parceria com o Kenny Rogers para esse novo CD?
Edson · Foi maravilhoso, foi uma parceria que nem nós esperávamos. De repente, a nossa gravadora falou que Kenny Rogers tinha o interesse de gravar com a gente aqui no Brasil e nós ficamos lisonjeados. Foi um passo a mais, um momento diferenciado na nossa carreira.

Tom Hertz · Além da música Country norte-americana e do rock do Pink Floyd, quais as influências brasileiras que vocês têm?
Edson · Brasileiras, nós temos Chitãozinho & Xororó, Belmonte & Amaraí, Milionário & José Rico, essas duplas que fizeram parte da nossa infância, e nós somos muito felizes por tudo isso.

Tom Hertz · Como foi sua passagem do Pink Floyd para o Sertanejo?
Hudson · Na verdade, eu já tocava sertanejo. É que eu era conhecido por tocar guitarra e pintou a idéia dos amigos de fazer um show do Pink Floyd. A gente gostou e até hoje se reúne pra fazer um cover de vez em quando.

Tom Hertz · Vocês pretendem lançar mais um DVD, para repetir o sucesso do DVD comemorativo de 10 anos, lançado em 2005?
Edson · Pretendemos sim. Nós vamos gravar o DVD no meio de Maio, no estádio do Pacaembu ou do Morumbi em São Paulo.

Edson & Hudson ao vivo em Viçosa· MG, cantando Porta-Retrato

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Confira o setlist do último show da dupla Edson & Hudson:
1. Assovia
2. O Chão Vai Tremer
3. Galera Coração
4. É Amor Demais
5. Tá no Meu Coração
6. Azul
7. Me Bate, Me Xinga
8. Solte a Garganta
9. Eu Não Sei Dizer que Eu Não Te Amo
10. Porta-retrato
11. Amor Sincero
12. Rabo-de-saia
13. Hei Você Aí
14. Amor de Ping-Pong
15. Garçom/Feiticeira/Amor I Love You/Fogo e Paixão (pout-pourri)
16. Esqueça que Eu Te Amo
17. Te Quero Pra Mim
18. Mulher, Cerveja e Viola/Abre a Janela/Ela Encasquetou/É disso que o Velho Gosta/ Asa Branca (pout-pourri)
19. Ela Encasquetou
20. 8 segundos

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Veja os próximos shows de E&H:

27/10 · Guaratinguetá – SP
28/10 · São Paulo – SP

Reggae Direto

Cidade Negra no Multishow (Viçosa · MG)


A mistura do som de Toni Garrido (voz e guitarra), Da Gama (guitarra e vocal), Bino (baixo) e Lazão (bateria e voz) passa pelo pop rock e pelas letras românticas, mas é na Jamaica que o grupo busca a essência do Cidade Negra. Em um dos primeiros shows da nova turnê, Lazão conta que para o cd/dvd Direto a banda “propôs uma coletânea de músicas, com o maior carinho. (Nós) cantamos músicas do primeiro disco, fizemos versão de músicas antigas pra levadas novas”.

O show conta com a participação do tecladista Alex Meirelles e do guitarrista Sérgio Yazbek, que surpreendeu ao final do show cantando Stir It Up (Bob Marley). Cidade Negra emocionou o público com uma versão reggae de O Tempo Não Pára (composição de Cazuza) e também homenageou toda a Geração Coca-Cola com o som do Legião Urbana.

Após o show, Lazão conversou com o Estúdio Ao Vivo.

Tom Hertz · O que mudou no Cidade Negra nesses 20 anos de estrada?
Lazão · É a experiência. Assistir as mudanças, o cinema, a movimentação social com que lida o artista traz também uma experiência pra gente no decorrer da carreira. Então a vivência do dia-a-dia, a estrada, tudo isso está no novo trabalho do Cidade Negra, Direto. Mas o que pesa na realidade é um pouco da experiência. E da responsabilidade maior, também (risos).

Tom Hertz · Como você define o Cidade Negra?
Lazão · O estilo do Cidade Negra é uma banda de Reggae que se propõe a fazer música livre.Acho que de qualquer banda o que todo mundo pretende fazer é isso. Você gostar e se identificar com o ritmo ou qualquer tipo de idealismo e ter isso como referência boa na sua vida. Que goste e se identifique com o reggae porque é uma música de paz, é uma música revolucionária e quem se revoluciona não pode ficar parado fazendo a mesma coisa, tem que experimentar fazer outras coisas.

TH · Você acha que no Brasil o Reggae deveria ser mais valorizado?
L · Eu acho que está num bom caminho. Há 20 anos, quando o Cidade Negra começou, existia o Reggae, mas não da forma como existe hoje no Brasil, com bandas brasileiras representando no mercado, no cenário musical brasileiro. Daqui a 20 anos, você vai ver que o som (dessas bandas) pode estar igual ao som do Cidade Negra hoje.

TH · Qual a diferença de público da Jamaica em relação ao do Brasil?
L · O público jamaicano tem uma coisa de curtir mais, de ficar ouvindo… Aqui no Brasil ele pula mesmo, ele joga a mão pro alto… Na Jamaica tem um comportamento diferente, porque é uma cultura de influência inglesa, apesar de ser Caribe, de ser quente.

TH · O som do Cidade Negra tem mais a influência do Reggae jamaicano da Jamaica ou vocês procuram fazer uma mistura?
L · A gente tem influência do Reggae da Jamaica, mas tem influência das nossas características aqui no Brasil também. Isso que é o mais importante.


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Confira o setlist do último show do Cidade Negra:
1. A Flecha e o Vulcão
2. Já Foi
3. Negro Rei
4. Sábado à Noite
5. Não Capazes
6. Pensamento
7. Doutor
8. Extra
9. B. Boys
10. A Sombra da Maldade
11. Palavras Cortam Mais que Navalha
12. O Tempo Não Pára
13. Johnny Be Good
14. O Paraíso Tem um Tempo Bom
15. O Vacilão
16. Firmamento
17. Girassol
18. O Erê / Stir It Up
BIS
A Estrada
Geração Coca-Cola

“Como num passe de mágica, um retorno à era Beatles”

Hocus Pocus no espaço Multiuso da UFV

Uma das melhores bandas cover dos Beatles, Hocus Pocus, que já participou do Beatle Week Festival nos “palcos sagrados” de Liverpool, foi mais uma atração da Festa Flash Back. A banda formada por Beto Arreguy (guitarra solo, violão e voz), Walter Andrade (baixo e vocal), Jô Andrade (bateria e percussão), Teco Mafra (teclados e voz) e Daniel Lima (guitarra base, violão e voz) iniciou o show agitando o público ao som de Twist and Shout. Além de “medalhões” como Help, She loves you e Let it be, o repertório inclui músicas não convencionais especialmente para os beatlemaníacos. Em homenagem ao álbum que completa 40 anos, eles tocaram algumas músicas do disco Revolver.

O baixista Walter, que fez parte da formação original, assim como o baterista Jô, falou ao Estúdio Ao Vivo sobre a banda fundada há 22 anos.

Tom Hertz · Como é ser um Bealtemaníaco, ainda mais nos dias de hoje que tem um pessoal que não viveu a época, mas escuta e gosta muito?
Walter Andrade · Viver Beatles é bom demais. Pra nós, que (os Beatles) foram da nossa adolescência na época de 60/70, representa muito. E o interessante é que as músicas parecem ser bastante atuais. Haja a vista que o pessoal mais jovem tem seguido a gente como no orkut… O pessoal mais jovem sempre vai aos shows, parece ser bem mesclado mesmo, pais, filhos estão sempre nos shows.

Tom Hertz · E o público exerce influência sobre o repertorio de vocês?
Walter Andrade · Com certeza. E existem alguns quiz que a gente faz no orkut. Dependendo do lugar que a gente faz os shows são sorteados ingressos. Então todo mundo fica sempre sugerindo que toque determinadas músicas. E pra gente é uma surpresa porque ultimamente estão vindo pedidos de músicas que não são tocadas normalmente. Porque tem uns medalhões como Help, She loves you, Yellow Submarine. E tem aquelas mais difíceis (de serem pedidas) como Rain, que são músicas que nós chamamos de lado B.

TH · Como é pra vocês ser uma banda cover e manter a identidade do grupo? Não ser somente uma imitação dos Beatles?
WA · A gente procurou preservar esse lado da identidade nossa porque tem muita banda por aí que começa como cover de Beatles mas pretendendo fazer um lançamento próprio. No nosso caso não, a banda foi feita há 22 anos com o objetivo de fazer só musica dos Beatles mesmo. E a gente está aí até hoje fazendo música dos Beatles. Diferentemente de outras bandas cover a gente não costuma se caracterizar. O pessoal se preocupa muito com o terninho, no meu caso já deveria usar uma peruca (risos). Ficam mais preocupados com a aparência do que com a parte musical. A gente sempre se preocupou com a parte musical mesmo, em fazer aquilo que eles faziam em estúdio na época.

TH · E de onde surgiu o nome Hocus Pocus?
WA · Hocus Pocus é uma expressão latina que significa abracadabra, fazer mágica, iludir… E a gente achou que tinha a ver com nosso trabalho por que o que a gente tenta fazer é um resgate daquela época. Pra fazer com que as pessoas voltem àquela atmosfera Beatles. Então, como num passe de mágica, um retorno à era Beatles.

O mais novo integrante, Daniel Lima, revelou a satisfação de tocar na banda:

“Eu escuto Beatles desde criança. Quando eu comecei a tocar violão e em minhas primeiras tentativas de banda, com 13/14 anos, o Hocus Pocus já estava na estrada há algum tempo. Eu peguei uma época que eles faziam shows enormes em Belo Horizonte e nessa idade, com 14/15 anos, minha irmã me levava. Há um tempo conheci o Hocus Pocus pessoalmente e de repente veio o convite pra participar. Então está sendo muito bom, não só o prazer de tocar Beatles, mas o prazer de tocar com o Hocus Pocus“.

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Confira a comunidade do Hocus Pocus no Orkut:
Hocus Pocus Brasil

De Carona para os Anos 80


Acompanhada do mascote Ursinho Blau Blau, a banda Chevette Hatch, de Belo Horizonte, deu carona para o público que foi conferir a Festa Flash Back no Espaço MultiUso no dia 12 de agosto. Ao som do melhor ritmo retrô, todos puderam relembrar os clássicos trash que agitavam os anos 80. O repertório contou com sucessos de Kid Vinil, Camisa de Vênus, Sylvinho Blau-Blau, Blitz, além dos hits infantis para aqueles que escutavam Balão Mágico e assistiam Xuxa, os Trapalhões e os desenhos do He-man e She-ra na TV.

Antes do Show, quando se apresentaram devidamente caracterizados com adereços nada discretos, Mário Mello e Maria Amélia (vocais), Júlio Kappa (guitarras), Marcelo Lima (teclados), Adriano Gaguinho (bateria) e Jorge Sereno (baixo), conversaram com Estúdio ao Vivo sobre o sucesso da Banda em um ano e meio de estrada.

Tom Hertz: Como surgiu essa idéia de fazer uma banda que resgatasse os anos 80?
Adriano: Conheci a Mamélia. Há tempos atrás montamos uma outra banda e durante os ensaios, Mamélia brincava muito com as músicas infantis e a gente lembrava dos anos 80. Um dia eu falei pra ela que tinha vontade de tocar um trash e ela adorou a idéia. Depois eu propus à banda para gente fazer um ‘anos 80’. O pessoal concordou. Nós precisávamos de um vocalista e um tecladista. Mamélia já conhecia os caras que cabiam no perfil e assim surgiu Chevette Hatch.

Tom Hertz: Vocês sempre curtiram esse tipo de música?
Adriano: Nós vivemos isso.
Maria Amélia: Eu vivi a fase infantil dos anos 80. A gente quis pegar justamente o lado trash. Não quisemos o lado cult dos anos 80 porque tem outras bandas que já trabalham com isso. A gente quis pegar o lado B do disco.
Adriano: Ou seja, se você quiser que o Chevette toque o pop rock nacional, nós não vamos. Nós vamos tocar ‘miquinhos’(João Penca & Seus Miquinhos Amestrados), Metrô, Dr. Silvana…
Mário: A gente costuma falar que o Chevette toca o que ninguém mais toca dos anos 80. Porque todo mundo toca Legião, Paralamas, Barão, Ira, Capital. A gente não toca porque tem muita gente tocando. A gente resolveu fazer uma linha que ninguém faz.
Maria Amélia: E a gente faz um show muito divertido. Nós incluímos muitas brincadeiras no show. O público interage com a banda. A gente faz quiz, tem perguntas sobre os anos 80 que a galera responde e a gente sempre distribui brindes dos anos 80.

Tom Hertz: Quais brindes vocês vão distribuir?

Maria Amélia: Pirocóptero, Pipoca Aritana, guarda-chuvinhas de chocolate.
Adriano: Lembrando que algumas coisas não existem mais.
Maria Amélia: Algumas mudaram de nome.
Adriano: Por exemplo o waffer do Fofão, Mirabel, pirulito do Zorro, o cigarrinho de chocolate, não existem mais. Mas, tudo que os anos 80 tinham, nós trouxemos um pouquinho.

Tom Hertz: E quem freqüenta o show de vcs?
Adriano: Todo mundo.
Maria Amélia: Tem uma festa em BH que a gente faz, “Mais de 30”, que dá uma galera um pouco mais velha, mas tem a moçada também que às vezes se identifica mais com as infantis, que lembra de alguma musica, sabe o refrão, ou lembra porque saía com o irmão mais velho na época. A moçada de hoje está com esse “boom” que os anos 80 trouxeram de novo e eles estão ouvindo mais, estão aprendendo, conhecendo agora.

Tom Hertz:
E porque vocês acham que esse lado B ainda fascina o pessoal?
Maria Amélia: Acho que pelo conteúdo das letras que são extremamente engraçadas e politizadas. Mesmo sendo esse lado B, o trash tem algum recado, tem um conteúdo legal.
Adriano: Não só pelo lado engraçado, há o saudosismo da época. A gente toca a vinheta da SWAT, dos Trapalhões, Kid Vinil…
Maria Amélia: A riqueza dos anos 80 também é a parte musical que é muito rica. O que a gente toca é o que era tocado pra caramba. Mesmo com o conteúdo engraçado, passava uma história, passava um recado.

mascotes do chevette hatch

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Amanhã (21/10) tem Cidade Negra em Viçosa, no Espaço Multishow. A apresentação faz parte da festa Stripulia, promovida pela Top 7 Eventos, que também vai trazer Edson e Hudson no domingo (22/10). O Estúdio Ao Vivo vai mostrar todos os detalhes da festa, e é claro, o recado dos artistas para você. Não perca!


No camarim com Biquini Cavadão

Desde o lançamento do CD/DVD Ao Vivo, em abril de 2005, a banda Biquini Cavadão bate recordes de venda e público. No dia 2 de Julho deste ano foi a vez de Viçosa receber Álvaro (bateria), Bruno (voz), Coelho (guitarra, violão e vocais) e Miguel (teclados e vocais), que após 21 anos de carreira ainda arrastam para os shows fãs de todas as gerações. A apresentação da banda conta com as participações de Patrick Laplan (baixo), e Walmer Carvalho (sax, percussão e vocais). Bruno Gouveia falou ao Estúdio Ao Vivo e fez o apelo de reabrirem o Recanto das Cigarras, antigo “palco” dos artistas que vinham se apresentar em Viçosa.

Tom Hertz · Tem previsão para o lançamento de um CD de inéditas?
Bruno Gouveia · Tem, a gente vai gravar logo e trabalhar algumas músicas novas. A idéia é sair no começo do ano que vem, até porque a agenda está muito boa, então a gente está diminuindo um pouco pra ter tempo de trabalhar no novo disco.

Tom Hertz · As músicas mais tocadas pelo Biquini, atualmente, são as baladas românticas, como Quanto Tempo Demora um Mês, Vou te levar comigo pra longe… É uma tendência da banda deixar um pouco de lado as letras mais críticas?
Bruno Gouveia · É um lado introspectivo do Biquini, que já aflorou várias vezes, como é o caso de Timidez, Impossível. Acho que infelizmente, o país nos dá condição pra gente falar muito sobre essas coisas (crises). E nada pode vir gratuito também. Não adianta nada você fazer uma crítica falando uma bobagem qualquer. Viver o óbvio não vale. Tem algumas canções que estão sendo feitas, mas a gente sempre acha que no final das contas canções é que vão falar mais alto. Ter um disco todo mais romântico ou mais balada ou mais roqueiro… as músicas vão sempre prevalecer sobre a própria vontade. É como uma seleção brasileira, você precisa ter um conjunto de coisas funcionando: bons jogadores, um bom esquema tático, garra, vontade. É a mesma coisa: você tem que ter bons músicos, bons arranjos e boas letras.

TH · Quais as bandas que influenciam vocês? O que vocês escutam hoje é muito diferente do que costumavam escutar no início da carreira?
BG · A gente está sempre ouvindo música antiga, nova… A gente está ouvindo o White Stripes e Green Day; a gente tá ouvindo Coldplay e o Roling Stones. O que é bom, você não deixa de ouvir. São coisas quer sempre dão um toquezinho a mais pra gente, sempre nos instigam, nos ajudam a criar coisas novas. Sempre como uma influência, não como uma vontade de copiar. É você ver que aquilo ali é um caminho interessante pra você começar a chegar.

Álvaro, Bruno, Coelho e Miguel

TH · O que faz a música do Biquíni ser tão atual, não ser efêmera? Muitas das músicas que o público escuta hoje são as mesmas que eram cantadas no início da carreira da banda…
BG · A gente tem muito orgulho de ver que hoje tem uma galera de 15 anos, 18 anos ou que são mais novas inclusive que a própria banda, cresceram ouvindo as músicas do Biquini porque era o que mais tocava em casa. Então quando a gente toca as músicas antigas ela sabe tanto quanto as novas. Ela sabe cantar Timidez da mesma forma que sabe cantar Quanto Tempo Demora um Mês. Pra gente é um motivo de orgulho, significa que o nosso objetivo foi cumprido, de fazer música com atitude, com a cabeça.

TH · Como é o processo de composição?
BG · Na verdade, é expontâneo porque vai aparecer em função do que estamos tocando. Não é uma coisa tão provocada. E cada um tem uma maneira de pensar. O que eu escrevo é aquilo que estou sentindo, gosto de escrever em engarrafamento… Eu até falo que o melhor videoclipe que eu vejo é aquele que eu estou dentro do carro e eu cponho alguma música. E aquela música começa a combinar com coisas que estão acontecendo à minha volta. Pode ser uma palavra linda, pode ser um menino pedindo esmola, pode ser um casal apaixonado, um pôr-do-sol. Às vezes eu tenho vontade de fazer um clipe assim, pegar e gravar tudo que estou vendo enquanto estou passando de carro. Porque todos nós temos um videoclipe e a composição barte muitas vezes aí.

TH · Uma curiosidade: quem são Dani e Janaína (das músicas homônimas)?
BG · Tem duas “Danis”: a Dani Monteiro e a Dani Schimidt. Dani Schimidt é a que estava no bar no dia que o Coelho e o Manno Góes, batendo papo, resolveram fazer uma música com o nome de alguém. E se viraram pra primeira pessoa q viram e falaram “qual o seu nome?” E ela respondeu “Dani”. E fizeram a música. E Janaína, eu gostava do nome, achava bonito e queria fazer uma música. Mas a pessoa que me inspirou a fazer isso foi uma mulher que trabalha pra minha mãe há muitos anos, me conhece desde os 5 anos de idade, sempre batalhou muito pela vida dela e me inspirou a escrever sobre alguém que acredita nos sonhos. No Brasil tem não uma, mas milhares de Janaínas, milhões delas que acreditam nos seus sonhos e passam a ser feliz.

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Programe-se! Confira os próximos shows do Biquini Cavadão:

22/10 Salvador-BA (Othon Hotel)
27/10 Manaus-AM
28/10 São Luiz-MA