Nico Lopes

No encerramento da festa Nico Lopes 2006 em Viçosa – MG, quatro atrações subiram ao palco montado no estacionamento do PVB da Universidade Federal de Viçosa.

A abertura do show ficou por contas da banda Seiva, que dividiu com Fist in Nail a primeira colocação do Festival da Nico Lopes. Ramirez, baixita, disse que foi muito boa a primeira experiência da banda em palco grande. “A gente pretende gravar e tocar pra fora, divulgado o som”, completa.

Na seqüência se apresentou, pela segunda vez em Viçosa, U2 Cover de Belo Horizonte. Segundo o vocalista Marcelo, a banda que já fez shows em outros estados como São Paulo e Bahia, encontrou em Viçosa um público muito especial.

Em estilo samba-rock, Ricardo Ulpiano e Sambalanço consuziram a festa. O vocalista Ricardo diz que o público tem aceitado bem a proposta da banda, que tem apenas dois meses de formaç~qao e já trabalha com um projeto de CD. “Hoje a gente gravou o áudio e vamos tentar fazer um CD ao vivo. Também filmamos e vamos fazer um clipe e divulgar o trabalho da banda”, afirma. O grupo pretende fazer movimentos de samba-rock em BH e convidar bandas de tradição do Rio de Janeiro e de São Paulo para participarem. “O samba-rock está voltando com força total”.

A bateria da Viradouro encerrou as apresentações culturais da semana, incluindo no repertório clássicos dos samba-enredos da Sapucaí e mostrando uma prévia do carnaval 2007 em que vai defender o enredo “A Viradouro vira o jogo”.

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Conheça as bandas que participaram do Festival Nico Lopes 2006

Curtição

Com quase 5 anos de formação, a 4ª colocada não tocou as músicas próprias, que somam 15 composições. Dirlei (bateria), Bruno (surdo), Gilson (banjo e voz) e Luciano Paulista (cavaquinho e voz) “Esse festival caiu do céu, pra gente levar não só o som da gente, mas o nome do samba em Viçosa, da rapaziada que ensaia, corre atrás, trabalha e ganha muito pouco pra tocar”, afirma Gilson, que gostaria que houvesse mais Festivais como esse por ano.

Môra Brasil

A 3ª colocada tem apenas 5 dias de formação e representou o pop-rock na noite. Artur (guitarra), João (baixo), Guilherme (bateria) e Matovan (voz) incluíram no repertório duas composições próprias. João elogia a iniciativa do DCE em produzir um Festival que “é coisa rara em Viçosa”. “A banda é nativa. Pra gente, é um sonho tocar na Nico Lopes. A gente decidiu entrar no Festival não pela gravação do CD, mas por tocar na festa da cidade, que é tradicional”.

Seiva

A banda já se apresentou no 1° Festival de Reggae de Viçosa, mas o Festival Nico Lopes é a primeira competição de que participam. “O que nos motiva é a oportunidade de gravar e a questão de poder tocar mais uma vez pra galera, mostrar o som que a gente tem”, diz Artur.

Formada por Tiago (bateria), Ramirez(baixo), Artur (guitarra solo e vocais) e Daniel(guitarra e voz), Seiva tem influências de Bob Marley, Israel Vibration, Brazuca e Ponto de Equilíbrio, entre outras. A banda dividiu a primeira colocação com Fist’n Nail e, como resultado de um acordo feito entre as vencedoras e a produção do evento, faz hoje a abertura do show de encerramento da Nico Lopes.

Fist in Nail

Com quase dois anos de formação, Fist in Nail é formada por Rui (vocais), Anderson (bateria), Rafael (guitarra), Guilherme (baixo) e Topz (guitarra) e tenta um espaço no mercado restrito do heavy metal. Durante o Festival Bandas Novas em Juiz de Fora, o baterista fraturou a mão ainda nas eliminatórias. “Mesmo assim, os caras (da organização) ligaram pra gente e pediram pra mandar uma música nossa que vai entrar no CD de Bandas Novas”.

Como premiação pelo 1° lugar no Festival de Bandas o grupo vai ensaiar por 10 horas no Estúdio Minueto, em Belo Horizonte, e gravar um CD com 8 faixas.

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O encerramento do evento ficou por conta da banda Santa Klaus, de Belo Horizonte. Érika Ribeiro (vocal e violão), Odi Bass (Baixo), Gilberto Pereira (Bateria) e Caio Veloso (Guitarra) tocaram Paralamas do Sucesso, Cássia Eller, Nando Reis, Zeca Baleiro, O Rappa e Cindy Lauper, dentre outros. Em entrevista ao Estúdio Ao Vivo, Érika diz que acha o Festival importante para a divulgação e crescimento das bandas pequenas, “de garagem”.

Festival revela destaques da música mineira

A multiplicidade de estilos marcou o último dia do Festival de Bandas Nico Lopes, promovido pelo Diretório Central dos Estudantes da UFV em parceria com os Centros e Diretórios Acadêmicos. Reggae, samba, heavy metal e pop rock dividiram o mesmo palco ontem na etapa final da competição que aconteceu durante toda a semana na casa de shows Saliva.

As 20 bandas concorrentes foram selecionadas dentre 30 inscritos e apresentaram-se tocando covers e composições próprias. O júri formado por Geraldão (rádio Quintal FM), Thom Medeiros (o Bulldog), Caio Veloso e Odilon (produtores da Ativa Cult) avaliou os quesitos composição, harmonia, arranjo, entrosamento, letra, presença de palco, comunicação com o público, resposta do público, pontualidade, intérprete, dinâmica entre os integrantes e proposta da banda.

Segundo Bulldog, o Festival “é uma oportunidade para os talentos que estão surgindo na cidade de Viçosa”. Para ele, são restritos os espaços de shows na cidade e as bandas que já têm tradição são mais valorizadas. “Eu tenho estúdio de gravação e tenho visto muito trabalho de bandas que gravam, gastam dinheiro, produzem músicas e não fazem shows”, completa.

Larissa Campos, coordenadora do evento, disse que “o Festival foi muito bom porque tirou o caráter de festa da Nico Lopes, que estava sendo criado nesses últimos anos”. O mérito do evento foi abrir para bandas, tanto da cidade quanto da região, a chance de se apresentar e mostrar o trabalho que têm desenvolvido.

O Festival faz parte da programação da Nico Lopes 2006, festa tradicional da cidade de Viçosa que inclui um desfile de blocos fantasiados, um ato público com participação de autoridades locais e um show de encerramento com a participação de Ricardo Ulpiano e Sambalanço (Belo Horizonte), U2 Elevation (banda cover) e a bateria da escola de samba Unidos do Viradouro (Rio de Janeiro).

No Camarim

Após o show de terça-feira (14) em Viçosa, fãs tiveram a oportunidade de conversar com Manno, Tuca e Beto, que distribuíram autógrafos no camarim.
O Estúdio Ao Vivo conversou com Jammil sobre o novo CD Luau e os planos para 2007.

Tuca Fernandes, vocalista

Tom Hertz · Como surgiu a idéia de adaptar o Axé para um luau?
Tuca Fernandes · O DVD da gente tem três partes: uma gravada no Mineirão, uma em São Paulo e uma parte acústica (Bahia). A gente sempre gostou de tocar violão, sempre gostou de colocar as músicas no violão pra fazer um happy hour. A galera curtiu pra caramba a parte acústica do DVD, então nós resolvemos gravar o CD todo acústico. A galera pediu.

Tom Hertz · Fale um pouco sobre o Projeto Luau do Jammil.
Tuca Fernandes · É uma festa temática, a gente vai levar para o Brasil inteiro toda a estrutura (de luau), a areia, os totens, o palco, as cabanas…

TH · Quais as novidades que o Jammil está preparando para o carnaval 2007, quando a banda completa 10 anos de sucesso?
Tuca Fernandes · Vai ser um ano muito especial pra gente porque 10 anos não são 10 dias (risos). O carnaval será com o Bloco Balada (Salvador) domingo, segunda e terça, aqui em Minas na sexta-feira e sábado no bloco Eu Vou (Salvador).

TH · Promete alguma surpresa, alguma coisa diferente?
Tuca Fernandes · Com certeza, mas surpresa é surpresa… (risos)




Confira as fotos do show em Viçosa.
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TH · Como é a relação do Jammil com o público de Minas Gerais?
TF · É recíproco. Minas Gerais com a gente e a gente com Minas é um sentimento maravilhoso. Nós temos parceiros aqui maravilhosos no interior todo, em Belo Horizonte… Isso facilita pra caramba porque a gente faz vários shows aqui. Automaticamente, isso estreita o laço entre a gente e os mineiros e daí acontece essa relação de amor mesmo.

TH · Como foi tocar ao lado do Carlos Coelho, guitarrista do Biquini Cavadão, no Bahia Pop Rock?
TF · O Coelho é meu amigo pessoal, com quem me relaciono intimamente. A gente sai, a gente vai para as baladas juntos, a gente já viajou junto muitas vezes, então a gente tem um relacionamento pessoal bem bacana. A gente compôs Dani, que foi nossa primeira música gravada, a gente agora já compôs mais três músicas juntos. O Biquini vai gravar duas músicas nossas, o Jammil também vai gravar uma deles, músicas inéditas. Coelho é um amigo maravilhoso que eu tenho, e é sempre bom estar perto dos amigos,que a gente ama e que a gente admira profissionalmente. Eu adoro o Biquini Cavadão. O Coelho é um dos responsáveis por grandes sucessos do Biquini e eu me sinto honrado de ter um amigo-irmão como ele, e admirar o trabalho dele assim como ele admira o meu.

TH · Durante o show, vocês cantam músicas de vários ídolos de vocês, como Asa de Águia, Chiclete com Banana e Renato Russo. Falta homenagear alguém no repertório?
Manno Góes · Certamente. A gente não tem como homenagear a todos até porque a nossa formação musical é muito rica, muito vasta. Nós somos três, então cada um tem uma visão de música diferente. Se pudesse, a gente tocaria um pouco de tudo.

Manno Góes, baixista

TH · Quais artistas você gostaria de lembrar?
Manno Góes · Vários. Tem coisas que não cabem no show – Led Zeppelin, Paul Macartney que eu amo, Beatles, Michael Jackson -, tem muitas coisas que não temos como tocar por questão de espaço (tempo de show). Também não é necessário que se toque pra gente admirar. Não precisa ficar homenageando tudo aquilo que você gosta, basta você gostar, curtir e fazer disso um sonho, um aprendizado.

Axé Viçosa

Mais curtição, mais emoção, mais fevereiro: o clima de carnaval chegou em Viçosa com a banda baiana Jammil e Uma Noites, que levantou o público de 6 mil pessoas ontem no Multishow. A festa promovida pela LBS Produções teve ainda a participação do DJ Alessandro Trevisano e da Banda Ponto Com.

Luizinho Souza, produtor do evento, teve contato com Jammil durante o carnaval de Salvador e idealizou o show. “A cidade de Viçosa é uma cidade universitária, com muitos estudantes, que tem a cara do show do Jammil”. A repercussão da festa superou tanto as expectativas que a LBS já anunciou para o próximo ano a primeira micareta da cidade. “Tivemos várias idéias. Vai rolar um trio, vamos fazer uma festa maior”.

Tuca (guitarra e voz), Manno (baixo voz e vocal) e Beto (guitarra e vocal) garantiram mais de 3 horas de som ao público que, mesmo com a chuva, não desanimou. Além de clássicos do Axé, fizeram parte do repertório músicas internacionais, pop rock brasileiro e as versões acústicas do novo CD.

Muitos fãs vieram de outras cidades prestigiar a apresentação de Jammil e uma noites. A estudante de pedagogia, Flávia Magalhães Silva, mora em Belo Horizonte e já acompanhou 11 shows da banda esse ano e sempre que consegue, hospeda-se no hotel dos ídolos. Ela pretendia encerrar essa “maratona” ontem, mas confessou: “Viçosa ia ser minha despedida e depois do show de hoje eu percebi que não consigo largar o Jammil de jeito nenhum. Foi excelente, tudo de bom, a chuva não atrapalhou, foi perfeito”.

Para Flávia, o sucesso do grupo está na qualidade das músicas e na proximidade com o público. “Eles não tratam a gente como fã, e sim como amigo. Esse carinho vale qualquer coisa no mundo, qualquer viagem. Jammil é minha vida, é minha diversão”.

Jammil toca “Praieiro” durante o show em Viçosa

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Programe-se!

Foi prorrogado o prazo para a inscrição no Festival Nico Lopes. Para efetivar a participação, a banda deve gravar um CD com duas músicas, sendo uma delas de autoria própria. O CD deve ser entregue no Diretório Central dos Estudantes (DCE), localizado no porão do Centro de Vivência da UFV, e um formulário com o nome da banda e dados do responsável (nome, telefone e e-mail).

A apresentação das bandas selecionadas será entre os dias 20 e 25 de novembro (local a definir). O prêmio máximo é a gravação de um CD em Belo Horizonte.

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Programe-se!

A pouco mais de 3 meses do Carnaval 2007, Viçosa recebe uma das bandas baianas que mais leva foliões aos shows. Jammil e Uma Noites mistura reggae, pop rock e axé num estilo que faz sucesso há quase 10 anos.

Minha Estrela, Dom de se Dar, Pra Te Ter Aqui, não poderiam faltar no álbum recém-lançado Luau do Jammil, gravado ano passado na Costa do Sauípe – BA. O novo trabalho conta com participação de Cláudia Leite na faixa Chuva na Janela e de Luiz Caldas no pout-pourri Zanzibar/Chame Gente, além de três faixas inéditas Jardineiro Fiel, Agora Que o Carnaval Passou e De Bandeja (esta vem interativa, acompanhada do clipe da música).

Desde que mudou o nome em 1997, a antes chamada Jheremmias Não Bate Córner coleciona 9 CDs na carreira, dois acompanhados de DVD:

Tanta Coisa Mudou – 1997
Contato – 1998
Jammil e Uma Noites – 1999
Soberano – 2000
Jammil e Uma Noites Acústico – 2001 (com DVD)
Jammil e Uma Noites de Verão – 2002
Jammil – Ao Vivo na Balada – 2003
Jammil – Praieiro Ao Vivo – 2005 (com DVD)
Luau do Jammil – 2006

Tuca Fernandes (guitarra e voz), Mano Góes (baixo e vocal) e Roberto Espínola (guitarra e vocal) vão se apresentar dia 14 de novembro no espaço Multishow em Viçosa.

Os ingressos podem ser adquiridos no All Time e no Sabor & Cia.