Especial Teatro Mágico

Especial Estúdio ao vivo

O Estúdio ao Vivo traz seu primeiro ESPECIAL do ano com entrevistas de tirar o chapéu… ou a cartola! Conversamos com a trupe do Teatro Mágico, de São Paulo, que reinventou o “fazer espetáculo”.

O Teatro Mágico tem conquistado espaço na mídia e nos palcos de vários estados. Já passou pelo Paraná, pelo Rio de Janeiro e por Minas Gerais. Mas a que veio o Teatro Mágico? E como uma banda independente consegiu juntar tantos fãs em tantos lugares?

Além de todos os últimos shows com ingressos esgotados, os números ultrapassam 150 comunidades relacionadas no Orkut e 400 vídeos no You Tube. São inúmeros CDs e DVDs vendidos apenas pela internet e no local das apresentações, camisas, narizes de palhaço… Toda uma magia construída pelo grupo que mistura música, teatro, poesia e circo.

O TM é um projeto idealizado pelo músico Fernando Anitelli. De Osasco, e sem apoio para o trabalho, Fernando gravou um CD, chamou 30 amigos e começou a tocar em lugares pequenos, sem estrutura. Na última apresentação na cidade de São Paulo, a primeira vez num circo (Academia de Circo de São Paulo), 3000 pessoas, muitas com rostos pintados e nariz de palhaço, cantaram todas as músicas, viram a Trupe surgir entre o público e, em um momento do show, descer do palco pra completar o clima de sarau.

O Estúdio ao Vivo entrevistou o DJ HP e o Fernando Anitelli. Você confere as entrevistas a partir de hoje.

DJ HP, à esquerda, e Holden, comandando a batida do TM

Estúdio ao Vivo · Como você começou a trabalhar neste projeto com o Fernando (Anitelli)?

DJ HP · Eu conhecei o Fernando através de um outro colega nosso, que é o Calil, que participa do CD, que é um rapper. Eu já fazia um trabalho junto com o Calil. Ele me ligou num dia, de madrugada, e falou “meu, amanhã 8h vou na sua casa que a gente vai gravar”. Eu perguntei pra ele “gravar, mas gravar o quê?” Ele: “não, não, vou passar”. Oito horas estavam ele e o Fenando, conheci o Fernando no dia que eu fui gravar. Aí eu entrei no carro e ele falou: ó, HP, escuta isso aqui e já vai imaginando, pensando no que você pode fazer, o que você pode criar. Cheguei no estúdio, comecei a brincar um pouco no toca-discos. “Beleza, pronto, já foi, gravamos”. Ei, caramba, tão rápido? Ele falou “é um projeto assim… a gente vai estar se falando…”. Passou um tempo, ele me ligou, teve o primeiro show, o segundo… As coisas foram acontecendo de uma forma bacana pra caramba, curtindo o projeto, crescendo junto com o projeto, e tamos aí até hoje.

Estúdio ao Vivo · O que mudou até agora e o que você conseguiu sentir da resposta do público, do primeiro show e no show hoje?

HP · Primeiro show, pra todo mundo que estava presente no palco, foi uma coisa muito inovadora, tanto musicalmente pra todos quanto na vida pessoal de cada um. O público, no primeiro show, já tinha esse lance de contagiar… Mas a banda nunca tinha se apresentado, algumas pessoas nunca tinham visto a proposta que foi passada. Alguns shows eu fiquei afastado até porque é uma formação pequena, várias coisas que aconteceram com a banda… Mas o público, Nossa Senhora, não tem o que falar! São várias pessoas que já passaram, vários fãs… Cada dia você vê um fã diferente. É diferente, mas a energia é a mesma. Hoje mesmo no show, aquela coisa louca assim, a gente estava entrando e os fãs batendo assim no ombro, nas costas e gritando, “vai lá, vai lá, força pra vocês!”. Aquela coisa apoiando mesmo, passando aquela energia positiva mesmo, aquela vibração positiva pra gente. Então, putz, eu acho isso bacana, do público não tem o que falar. Eles querem o melhor pra gente, passam isso de tudo quanto é forma, e acho que isso foi desde o início mesmo, e até hoje.

Estúdio ao Vivo · Como sentiram a resposta do público em outros estados?

HP · A primeira vez que eu saí com a banda pra outro estado foi pra Curitiba. Eu estava muito tenso, até porque a banda tinha ido duas vezes (pra fora). Então eu tava muito tenso porque aqui é uma coisa, a gente tá em casa. Já ir fora do estado, você não sabe como é, até pela cultura de cada um. Mas eu me surpreendi muito em Curitiba. Muita gente conhecia, a maioria das pessoas que estava lá sabiam as letras, cantavam junto. Foi uma aceitação que eu não esperava. Rio de Janeiro, a mesma coisa. Até porque no Estado, a cultura do samba mesmo, então pra mim lá seria muito mais aquela parada punk. E não, totalmente contrário do que eu imaginei. Galera pedindo as músicas, as pessoas já conheciam… Aquela mesma coisa daqui. Já Minas Gerais, eu falei “Putz, não vai ser diferente”. Sem dúvida, tranqüilo! E acho que todo lugar que a gente chegar, por mais que não conheça, sempre tem o respeito do público, das pessoas. Isso é bacana. Hoje em dia eu estou muito mais confiante.

Estúdio ao Vivo · Então o TM continua firme e forte…

HP · Se Deus quiser, mais forte do que nunca!

·······
Confira a set list do show do dia 17 de março, em São Paulo:
Sintaxe
O circo
Pratododia
A pedra mais alta
Comercial
Uma parte que não tinha
O mérito e o monstro
De ontem em diante
A fé solúvel
Separô
O anjo mais velho
Pena
Realejo
Ana e o mar
Zazuzejo
Camarada d’água

A Trupe ainda tocou “Chover”, da banda Cordel do Fogo Encantado.

·······

Amanhã você confere no Estúdio ao Vivo um pouco mais da arte do Teatro Mágico.

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4 comentários sobre “Especial Teatro Mágico

  1. Laraaa… jah disse q vou fazer um busto em praça pública pra vc né?!?! jah..!! hahahaha..

    é lindo.. é emocionante.. é iluminado…

    o Show do Teatro Mágico é assim.. vc chega uma pessoa e sai outra…!!!! a gente passa do estado de “estar” para o de “ser”…

    beijão!! amo!!!

  2. Muito boa a entrevista…
    O HP arrasa no show como toda a trupe né!!!
    Adoro ver eles falando do publico, é muito carinho que todos tem com a gente e vice e versa!!!

    Esse show foi lindoo…maravilhoso…
    Chorar em o anjo mais velho, muito bom…
    O trenzinho que meu amigo fez, em camarada d’agua…foi ótimo hein…
    e “chover” no fim do show, acho essencial…

    Muito obrigada pela entrevista!!
    😉
    Vocês não entrevistaram o Ivan???
    Outra peça essencial do show!

    beijos!

  3. ei, thaís, infelizmente conseguimos a entrevista ao fim do show e não podemos falar com todos. mas haverá oportunidades!

    valeu!

  4. Opa!!! E aê galera!

    Primeiramente, muito legal os posts. Curti demais!

    Bom, apesar de conhecer Teatro Mágico há pouco tempo, virei fã! Tudo culpa da Amandinha rsrsrs …

    A música brasileira tava precisando de uns caras que trouxessem algo de diferente, pq tava caindo na mesmice! E, depois que Los Hermanos fizeram um pouquinho disso, agora foi a vez do TM. Muito bom, e tomara que faça sucesso. Estamos precisando de música boa que venda, porque infelizmente, só assim as coisas funcionam. E o que se vende por aqui hoje em dia, todo mundo sabe a qualidade. Mas mesmo se não forem os ‘queridinhos’ e que chegue aos ouvidos de todos, com certeza ainda seremos privilegiados com muito mais arte e músicas desse grupo fantástico! Pq cada artista é perpetualizado, principalmente, por quem o admira! Portanto:

    “Viva o Teatro Mágico!”

    Oswaldo Botrel

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