Engenheiros do Hawaii tocam músicas inéditas 15/04

Engenheiros: acústico e ao vivo

O jogo de luzes e os ajustes atrás das cortinas que escondiam o palco aumentavam a espectativa das 8 mil pessoas presentes no Espaço Multishow em Viçosa dia 15 de abril. O piano no centro iluminado por um pequeno abajur, estruturas metálicas imitam filtros dos sonhos e luminárias de estilo oriental pendem do teto e ao fundo a mandala como papel de parede. É nesse cenário muito bem arquitetado que surgem os Engenheiros do Hawaii na fase de encerramento da turnê Acústico MTV.

Humberto Gessinger (voz, violão, viola caipira, gaita, piano), Bernardo Fonseca (baixo), Fernando Aranha (violão), Gláucio Ayala (bateria e vocais) e Pedro Augusto (teclados) tocaram todas as músicas do último CD e relembraram algumas que marcaram os 21 anos de carreira da banda. Fizeram parte do repertório Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones, Simples de coração, Toda forma de poder e, em Terra de Gigantes, Viçosa tornou-se “uma ilha a milhas e milhas de qualquer lugar”.

Depois de assumir o piano e executar canções como Refrão de Bolero, Outras Freqüências e Piano Bar, a mais esperada pelo público, Gessinger incorporou à harmonia do show a sonoridade da viola caipira, introduzindo a música A Revolta dos Dândis com uma moda de viola. Engenheiros ainda tocaram Vertical – que também ganhou arranjo com o instrumento -, Guantánamo e Luz, composições que fazem parte do disco ao vivo a ser gravado nos dias 30 e 31 de maio em São Paulo. O CD que terá 9 faixas inéditas no repertório conta com a produção de Marcelo Sussekind e deve ser lançado em agosto.

Após o pedido de bis, a banda voltou ao palco e encerrou a participação com Pra ser sincero, gravada pela primeira vez no disco O Papa é pop (1990).

Confira a set list do show:

O Papa é Pop
Até o Fim
Vida Real
Infinita Highway
Armas Químicas e Poemas
O Preço
Dom Quixote
3×4
Refrão de Bolero
Surfando em Karmas e DNA
Depois de Nós
3º do Plural
Terra de Gigantes / Números
Somos Quem Podemos Ser
Outras Freqüencias
Pose
A Revolta dos Dândis
Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones
A montanha
Alívio imediato
Simples de coração
Piano bar
Toda forma de poder
Vertical
Guantánamo

Bis
Luz
Pra ser sincero

Agradecimentos Estúdio ao Vivo:
Rafael (segurança)
Alexandre Alves (produtor)

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Engenheiros do Hawaii tocam A Revolta dos Dândis no show do dia 15·04 em Viçosa·MG

Entrevista exclusiva com Henrique Portugal

Entrevista exclusiva com Henrique Portugal

O Estúdio ao vivo entrevistou por e-mail o tecladista do Skank, Henrique Portugal (abaixo, à esquerda), que falou sobre a nova fase da banda e o CD recém lançado, Carrossel.

Tom Hertz · Qual a essência do CD Carrossel?
Henrique Portugal · A essência do Carrossel é mostrar boas canções tentando resgatar um pouco da simplicidade do inicio da carreira, onde as músicas eram mais diretas.

Tom Hertz · Qual a idéia que vocês querem passar com a arte da capa?
Henrique Portugal · Na verdade a idéia foi ao contrário. Quando estavamos finalizando as gravações do CD começamos a pesquisar sobre opções de capa. Foi através do nosso empresário , Fernando Furtado, que chegamos a esta arte. Ela é de um artista americano chamado Glen Barr e o trabalho original se chama Carossel of souls. Foi daí que saiu o nome do CD.

Tom Hertz · O que há de mais diferente e inovador neste trabalho em relação aos outros 8 CDs do Skank?
Henrique Portugal · Sempre procuramos mostrar boas canções e acho que conseguimos uma mistura interessante de músicas elaboradas e algumas mais diretas, como por exemplo a “Mil acasos”.

Tom Hertz · O que há de mais importante em cada uma das duas fases do Skank que vocês resgataram no Carrossel?
Henrique Portugal · O mais importante nas duas fases é que conseguimos fazer uma mudança com relação as referencias musicais e o nosso público entendeu muito bem.

Tom Hertz · Quais as influências musicais do Skank? O que escutam hoje?
Henrique Portugal · Escutamos muita coisa e sempre procuramos saber o que está acontencendo fora do Brasil e também com relação às novidades locais. Eu, por exemplo, tenho um programa para bandas independentes. Confesso que aprendo muito com estas bandas que apresento no programa.

Tom Hertz · Qual a mudança mais intensa pela qual vocês passaram desde o início da carreira?
Henrique Portugal · A grande mudanca aconteceu no disco Maquinarama. Acho que neste ponto arriscamos uma guinada na carreira . Muita gente criticou mas depois de algum tempo acho que estávamos com a razão.

Tom Hertz · Defina o que é o Skank hoje.
Henrique Portugal · Acho que o Carrossel é a grande definição do que somos hoje.

Tom Hertz · Vocês têm um público de faixa etária muito ampla. O que faz com que o som do Skank aproxime gerações?
Henrique Portugal · É difícil saber como o som do SKANK atinge as pessoas. O que acontece hoje no Brasil é um certo medo das bandas de ser acessível ao grande público. Isto dificulta a aceitação da maioria delas. Eu acho isto meio esquisito pois, afinal de contas, você grava uma canção exatamente para que as pessoas possam conhecer e gostar do seu trabalho.

Tom Hertz · Uma canção do Skank é para quê?
Henrique Portugal · Cada uma tem a sua função e reflete um momento ou a nossa visão para alguma coisa que está acontecendo no nosso cotidiano. A letra da música “Uma canção é pra isto” explica muito bem pra que serve uma canção!

Abraço,

Henrique Portugal

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Agradecimentos:
Henrique Portugal · tecladista
Camila Bahia · produtora

Skank agita Multishow 14/04

Até o Skank levantar poeira


O CD Carrossel apresenta um Skank renovado. Apesar de fazer uma retomada dos outros oito discos da carreira, a banda inova na sonoridade e transporta para o show ritmos marcados pela percussão – como em Mil Acasos e Uma canção é pra isso – e baladas que valorizam as guitarras – Eu e a felicidade e Até o amor virar poeira.

Em Viçosa, como parte da turnê de divulgação do novo trabalho, Samuel Rosa (voz e guitarra), Haroldo Ferreti (bateria), Henrique Portugal (teclados, violão e vocais) e Lelo Zanetti (baixo e vocais) também tocaram os sucessos É uma partida de futebol, Esmola, Jackie Tequila, Balada do amor inabalável e Três lados. No cenário, uma lona de circo que remete à capa do CD – baseada na obra de arte Carousel of Souls, de Glenn Barr – e armações luminosas davam um toque psicodélico à performance do grupo.

Durante a apresentação, Samuel Rosa dedicou a música Amores imperfeitos ao público de cerca de 8 mil pessoas e disse guardar boas recordações de Viçosa. “A gente seria mais feliz se em todas as noites tivéssemos diante de nós uma platéia cheia de gás como essa”, completou. Ele ainda atendeu ao pedido de fãs e cantou, sem acompanhamento de instrumentos, um trecho da canção Let me try again, gravada no primeiro CD (Skank, 1993).

A banda surpreendeu com solos de guitarra e bateria, além de vocais que marcam a influência dos Beatles nas composições. Trombone e trompete completaram a harmonia. Após cerca de 2 horas de show, o Skank tocou Saideira mas não dispensou o bis e, a pedido do público, cantou Resposta. Mais duas músicas encerraram a apresentação.

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Os próximos shows da banda são em Jales (20·04) e Itapetininga (21·04), no Estado de São Paulo.

Show da banda Exílio 14/04

Exílio em Viçosa


“A gente vai do Pop ao Rock. Tudo o que você conseguir colocar nesse meio”. É assim que Odi Bass (baixo) e Gango (vocal) definem a banda Exílio, que também conta com os guitarristas João Alfredo e Paulinho Lima, além do baterista Alceu Ferreira.

O nome da banda vem da dificuldade de se firmar no início da carreira, quando eram “expulsos” das garagens e galpões onde ensaiavam. Foram dois anos tocando como banda independente e sem baixista fixo. O projeto do CD foi pensado inicialmente como um hobby, já que os integrantes não haviam terminado ainda o Ensino Médio e tinham de 14 a 16 anos. “A banda começou a ter reconhecimento nos shows. A gente começou a tocar e houve uma evolução muito grande em pouco espaço de tempo”, diz Gango.

Depois de amadurecida a idéia de investir no projeto, O CD foi gravado no estúdio Mosh em São Paulo, com composições próprias e músicas de Nando Reis e Aura Sexy. No show em Viçosa (14·04), pela comemoração do 6° aniversário da Rádio Líder FM, Exílio subiu ao palco antes do Skank e apresentou canções do CD (O amor pode acabar, Alguém, Love Rita, Dia menos dia e O Jogo), além de covers de Lulu Santos, Jota Quest, Charlie Brown Jr., Ana Carolina, Cazuza e O Rappa.

O Estúdio ao Vivo entrevistou Gango e Odi pouco antes da banda Exílio iniciar o show.

Tom Hertz · Vocês fizeram a produção do CD de forma independente?
Exílio · O CD é totalmente independente. A gente tinha proposta de gravadora, mas por enquanto a gente quer acabar de estruturar a banda, reformular algumas coisas. A gente mudou para BH por agora, a gente ainda está se adaptando, todo mundo está estudando música. Então a gente está se estabilizando primeiro pra poder planejar coisas maiores.

Tom Hertz · Como vocês definem a banda Exílio?
Exílio · Seria um Pop mais ousado. Hoje em dia, a maioria das bandas a nível Brasil perdeu um pouco o Rock guitarra dos anos 70, 80, os solos… A gente está nesse meio contemporâneo mas resgatando algumas coisas antigas, solos, um grounge diferente. No cover, a gente procurou fazer releituras totalmente diferentes do que são nas músicas.

Tom Hertz · No CD vocês gravaram só músicas próprias?
Exílio · A gente tem duas músicas que já foram tocadas. Uma do Nando Reis, “Me diga” que foi cedida por ele pra gente, pessoalmente, por contatos. E tem uma do Aura Sexy, que tocou aqui na região seis anos atrás. A gente reformulou as músicas e fez um CD ousado. Tá diferente. A gente não define ele como um cd de uma banda totalmente pop-rock. A gente tem influência de tanta coisa que tem tudo no CD: Black Music, Pop-Rock, o próprio Rock, MPB. A galera sempre escutou muita coisa, não tem como rotular. Até coisas que já estavam pra trás a gente resgatou, que é a questão dos metais. Então a gente fez uma loucura mesmo.

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O show de lançamento do CD Exílio será em Belo Horizonte/MG no dia 11/8/2007 às 23h.

Érika Machado lança CD No Cimento

Para gravar No Cimento


“Criança”. É assim que a admiradora Amanda Salomão define Érika Machado após assistir ao show no Espaço Fernando Sabino da UFV. A cantora levou ao palco dois artistas que a acompanham no formato acústico (Tiago Braga, baixo, e Cecília Silveira, vocais e violão) e ainda o fã nº1 (o cachorro gigante de pelúcia que fica na platéia com uma camiseta personalizada) e 32 personagens que compõem o cenário – uma pintura da própria Érika, que também é artista plástica.

A apresentação de quarta-feira (11), uma realização da FACEV – Fundação Artístico Cultural e de Educação para a Cidadania de Viçosa –, teve cerca de 1h20 de duração e contou com músicas no CD No Cimento, lançado em 2006 e produzido por John Ulhoa (guitarrista do grupo mineiro Pato Fu), além de covers das bandas Mombojó (Deixe-se acreditar) e Pato Fu (Antes que seja tarde). O acesso ao show foi gratuito e o público doou alimentos para instituições de caridade de Viçosa.

Érika Machado acompanha desde a sonoridade de Mombojó – banda de Recife -, passando por Arnaldo Antunes e Cansei de ser sexy até a música popular oriental. A mistura de estilos é a marca da identidade da cantora. Ora pop, ora rock, mas sempre indecifrável, ela concedeu uma entrevista exclusiva ao Estúdio ao Vivo e falou das parcerias e da turnê do disco No Cimento.

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“Eu não separo essas coisas de artes plásticas, música. Me formei em artes plásticas e assim como existe um desenho que é um suporte e outro suporte que é a escultura existe o suporte que é a canção e outro que é a escrita, mas tudo pra representar uma idéia. É essa ideia que mais interessa no meu trabalho.”

Estúdio ao vivo · Qual foi a data de lançamento do CD?
Érika Machado · O disco a gente lançou no meio do ano passado, em junho, e nosso show de lançamento foi no Festival de Inverno em Diamantina (MG). É o nosso primeiro show aqui na cidade com esse trabalho. Eu toquei aqui bastante tempo atrás no Conexão Telemig Celular.

Estúdio ao vivo · Por que “No Cimento”?
Érika Machado · Tem uma canção no disco que tem esse nome e a letra dela fala “escrevi meu nome no cimento pra alguém lembrar de mim” e eu achei muito bacana esse nome. John (produtor do disco) tinha achado bacana também. Com esse trabalho eu “escrevi meu nome no cimento pra alguém lembrar de mim” porque o disco é um registro.

EV · Como você conheceu o John?
EM · Eu tinha feito um disquinho dentro de um projeto de artes plásticas onde eu gravei algumas composições minhas e esse disco chegou nas mãos do John. E um dia eu fui falar ocm ele “ah Jonh, eu te mandei meu disco” e ele disse que tinha achado muito legal, criativo. E quando surgiu a oportunidade de fazer esse disco eu não pensei em outro nome que não fosse o dele.

EV · O que continha no CD gravado em 2003?
EM · Foi gravado num MD, num canal só. Toquei, cantei todas as músicas, era uma brincadeira. Chama Disco do Baratinho, feito ao vivo no meu quarto de madrugada. na verdade ele fazia parte de um projeto de alguns artistas plásticos, uma galera bem legal que trabalha com artes visuais na cidade de Belo Horizonte. Pra intervenção urbana eu resolvi colocar um disco no camelô, que era um objeto disco, não tinha a pretenção de ser demo. Porque pra mim era um disco que tinha princípio, meio e fim, um conceito fechado, apesar de ser um disco bastante tosco sem tecnologia nem nada. Não fazia parte desse mundo da música, fazia parte de um outro universo que é diferente desse que eu to trabalhando com o disco No Cimento, que eu considero meu primeiro disco de trabalho. O outro não era um disco que poderia ser tocado na rádio, vendido em lojas… Era um outro jeito de trabalhar.

EV · Como foi a experiência de tocar com o Pato Fu em São Paulo (show de lançamento do DVD Toda cura para todo mau) e como você sentiu a reação do público ao tocar duas de suas músicas?
EM · Tocar com o Pato Fu sempre é uma escola bacana pra caramba. Sempre me ensinaram várias coisas. Sou muito fã do trabalho deles e fico feliz que eles gostem do meu trabalho e me chamem pra fazer esse tipo de coisa. Pra mim cada coisas nova é muito bacana. Esse é um universo muito novo, o da música. Ao contrario da maioria das pessoas eu não tocava em bar e fui fazendo as coisas pra garvar meu disco. De repente eu tinha a possibilidade de gravar meu disco, tinha as músicas e acho que isso muda um tanto de coisas. Tudo é muito novo e cada experiência é muito boa pra mim.


EV · Fale um pouco das parcerias com Cecília Silveira e Juliana Mafra.
EM · A Ju é minha parceira do Fabriquinha que é um trabalho com artes plásticas que a gente vem desenvolvendo desde 1999. E a Cecília, minha maior parceira do disco, tenho duas composições com ela e a única canção que não é minha no CD, é dela. A gente tem uma visão do mundo um pouco parecida talvez porque a gente ande sempre junto, então a gente vê as coisas mais ou menos do mesmo lugar. E a gente conversa muito. Parceria pra mim tem que ser uma coisa intensa. Porque o conceito, a idéia, a letra é muito importante, acho que mais importante que a forma da música. Nesse sentido eu acho que não sou muito formalista. É muito importante a afinidade de pensamento pra poder compor. Os parceitro que eu tenho no disco são o Jonh, com quem também convivi de uma forma bem intensa e a Cecília e a Ju que são minhas parceiras de trabalhos antigos.

EV · Quais as suas influências literárias e musicais?
EM · São muitos trabalhos legais de muitas pessoas legais mas eu acho que para o meu trabalho especificamente eu busco idéias no dia-a-dia das coisas que eu percebo ao meu redor, que eu possso observar direito assim. Não estou muito invteressada nas tendências.

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Cecília Silveira, que também se apresenta no show, diz que é a primeira vez que toca com a Érika no formato acústico. “A gente toca com uma banda maior ou com dois violões e duas vozes já há 5 anos. É sempre bom porque tocar a musica da Érika é muito legal, é musica boa”, diz.

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Érika Machado interpretando “Deixe-se acreditar” da banda Mombojó

Programe-se!

Programe-se!

Dia 11 de abril, Érika Machado apresenta no Espaço Multiuso da UFV o CD No Cimento, produzido por John Ulhoa (guitarrista da banda mineira Pato Fu).

Os ingressos podem ser trocados por 1 kg de alimento na Núcleo Academia.

Para saber mais sobre a cantora acesse: www.erikamachado.com.br.

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Em comemoração aos 6 anos de transmissões, a Rádio Líder FM perguntou aos ouvintes quais as bandas que eles gostariam que animassem a festa. Entre os mais votados da enquete on line estão Paralamas do Sucesso, Los Hermanos, O Rappa e CPM 22.

Os dois grupos escolhidos são Skank (com 1674 votos) e Engenheiros do Hawaii (com 1472).

Dia 14, o Multishow recebe a banda campeã. Os mineiros do Skank apresentam os sucessos do novo CD Carrossel.

Dia 15 é a vez do som dos pampas subir ao palco. O show faz parte das últimas apresentações da turnê acústica dos Engenheiros do Hawaii, que se preparam para gravação ao vivo do novo disco no final de maio.

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o Estúdio ao Vivo trará com exclusividade entrevistas realizadas com os artistas, além de fotos dos shows. Não perca!

Bat-Caverna em Viçosa

Batuque de ritmos

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Com um repertório que varia do pop de Nando Reis e Biquini Cavadão, ao rock de Queen e Raul Seixas, passando pela nostalgia de Mamonas Assassinas e Balão Mágico, o ritmo do Batcaverna atraiu mais de 5 mil pessoas para o Espaço Multiuso da UFV – maior público registrado no local. No último sábado (03/04) a festa promovida pelos Formandos de agosto deste ano conseguiu arrecadar 4 toneladas de alimentos para doação.

O show teve início por volta das 20h e o público manteve o fôlego para se divertir até as 2 da manhã de domingo, num clima digno de um carnaval em Diamantina, cidade de origem da Batcaverna. “É uma banda que atraiu o público da cidade e o ano passado eles fizeram um show que foi um arraso, mas interrompido por causa da chuva. Era uma vontade da Batcaverna voltar em Viçosa e ‘terminar’ aquele show”, diz Frank Martins, integrante da Comissão de Formatura, que permaneceu o tempo todo no palco fantasiado de Batman e tocou chocalho com os integrantes.

A banda que surgiu em 1985 tocando samba de raiz em pequenos bares de Diamantina logo tornou-se famosa por inovar nas versões de músicas conhecidas pelo público, acrescentando uma batida autêntica. Grande destaque do carnaval, Batcaverna conta com mais de 100 integrantes e trouxe uma bateria de 50 pessoas para Viçosa. A partir do sucesso do carnaval de Diamantina surgiram muitos convites para que o grupo tocasse em outras cidades. “É um estilo de música que não tem muito por aqui, é característico de Diamantina. É interessante porque no começo o pessoal não conhece, mas depois contagia de uma forma que eu fico impressionado de ver”, afirma Cristiano, que toca taborim e está na banda desde 1998. Bahia, Goiás, Mato Grosso e Santa Catarina estão entre os Estados que se interessaram pelo som da Batcaverna, mas Cristiano afirma que é inviável promover uma turnê pelo País pois os integrantes têm atividades profissionais além das apresentações nos finais de semana e feriados.

Os Formandos devem trazer ainda neste semestre Beto Guedes, César Menotti & Fabiano e promover a Festa dos Dias, Formandos Enamorados (12 de junho) e Cervejadas.

Calourada de Integração

Calourada de Integração

Na sexta-feira, 30 de março, em mais uma tradicional Calourada de Integração promovida pelo Diretório Central dos Estudantes quatro bandas tocaram no Espaço Multiuso da Universidade Federal de Viçosa. O evento faz parte de uma programação cultural que possui duração de quatro semanas e inclui apresentação de Aline Calixto e outras três bandas até meados de abril.

Ana Maria Baiana, da organização, diz que a essência da festa é “poesia, paixão e revolução pela mudança de comportamento”. “Não se trata apenas de revolução política, mas de uma revolução cultural, pra gente poder valorizar mais as diferenças”, completa.

A festa manteve a característica de mesclar diversos ritmos: a percussão da Pequena Orquestra Ararita, o regionalismo do Trem Mineiro e os covers Hocus Pocus (Beatles) e The Dark Side (Pink Floyd).

O Estúdio ao Vivo entrevistou os integrantes das bandas e apresenta com exclusividade o perfil de cada uma.

Pequena Orquestra Ararita


Integrantes:
Mateus · caixa
Volaque · alfaia
Melão · conga
Juliana e Kívia· efeitos, chocalhos, agogô
Renan · flauta transversal e cuíca
Adê · vocal

Influências:
Nação de maracatu Estrela Brilhante
Nação de maracatu Porto Rico
Nação de maracatu Pernambuco
Nação Zumbi
Congado
Tambores de Criolas do Maranhão
Siba [um dos vocalistas e rabequeiros do Mestre Ambrósio]

Percussão, música negra, cânticos e ciranda. Em sua primeira apresentação oficial, a Pequena Orquestra Ararita garantiu a interação com o público e arriscou até uma execução em ritmo dance, demonstrando domínio do arranjo musical.

O grupo começou a tocar em pequenas reuniões na casa dos integrantes e resolveu preparar um repertório para tocar em palco. Segundo Volaque, a banda foi formada “com o intuito de aproximar a cultura popular da galera. Primeiro, porque é uma coisa da nossa raiz, da nossa gente, depois porque o nível de organização que pode atingir fazendo percussão é enorme. A gente tem muita vontade de ver as coisas acontecendo. Cansamos de ver aqui em Viçosa esse movimento torto em que procuram as coisas que são de fora ou que são pra vender, que não interessam pra gente”.

Trem Mineiro

Integrantes
Thyaga · voz e violão
Valtinho · acordeon
Carine · voz
Thomas (Bulldog) · baixo
Jaqueline · voz
Maurício Xima · bateria

Influências
MPB
Música nordestina (regional)
Música mineira (regional)

Quase 11 anos de carreira e um repertório que agrega forró, maracatu, MPB, congado e frevo. Além de composições próprias, a banda Trem Mineiro resgata clássicos da legítima música brasileira, como Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga. Thyaga e Valtinho do Acordeon começaram tocando música popular e forró em pequenas festas e foram bem aceitos em pouco tempo de apresentações pela cidade.

Neste ano, já com CD e DVD lançados, o grupo renovou-se e conta com a participação de Thomas (Bulldog) e Jaqueline. “A gente manteve o som pesado, misturado ao forró, à MPB. É muito difícil manter isso porque a tendência das pessoas é seguir modismos. Nessa formação nova, a gente quer apelar mais para o regional, usar rabeca, tambores, mas sem perder a modernidade”, afirma Thyaga. “Eu me identifico muito com a música mineira. Cresci junto com o Clube da Esquina [banda que marca a origem da música regional mineira], vendo aqueles shows, acompanhei todo aquele movimento, assisti todos os lançamentos. Minha vida sempre foi muito alternativa, conhecendo cancioneiros, cantadores e o pessoal do Vale do Jequitinhonha”.

Thyaga lamenta a falta de valorização da música brasileira. Ele questiona o fato de que as pessoas precisem “relembrar sucessos antigos para compor um entusiasmo devido à carência de música nova, sendo que há muitas manifestações e grandes músicos que não têm oportunidades”.

Curiosidade
Bulldog e Thyaga já venceram a eliminatória de um Festival Budista em São Paulo e representaram o Brasil ganhando prêmios de melhor composição, representação folclórica e prêmio especial do jurado na fase final que aconteceu na China.

The Dark Side

Integrantes
Gustavo · vocalista e guitarrista
Carlos · guitarrista
Ângelo · guitarrista e flautista
Éder · tecladista
Marquinhos · baixista (participação)
Digão · baixista
Pedro · baterista

Cover de Pink Floyd, banda inglesa que surgiu em 1966 e teve seu auge na década de 70, The Dark Side [referência ao CD The dark side of the moon] não deixa de mostrar autenticidade e apresenta também composições próprias. A banda, que também toca músicas de Led Zeppelin, Jethro Tull e Deep Purple, tocou pela primeira vez em 1998 e já gravou um CD independente, Something to Reflect. “A proposta é ser bem progressiva”, afirma Carlos.

Os integrantes promovem o Festival Camping & Rock anualmente, onde têm a oportunidade de tocar com diversas bandas mineiras. Neste ano o evento ocorre entre os dias 27 de abril e 1° de maio em Itabirito (MG).

Hocus Pocus

Uma das maiores bandas cover dos Beatles, Hocus Pocus se propõe a executar com perfeição as canções de todas as fases do quarteto inglês. No show da última sexta, além dos sucessos “Help”, “I want to hold your hand”,“Hard days night” e “Come Togheter”, os beatlemaníacos puderam cantar sucessos do CD Sgt. Pepper’s lonely hearts club band, lançado em 1947.

Confira trechos das entrevistas com os integrantes da Hocus Pocus:

Teco Mafra (tecladista)
Eu estou na banda há quatro anos. A maior dificuldade que enfrentamos hoje é a falta de lugar pra tocar em Belo Horizonte. Há menos espaço, mais bandas, muita música eletrônica, poucos lugares em que valorizam as bandas, que fornecem condições honestas [para a banda tocar].

Pode ser até no ensaio, tocando pra nós mesmos, sempre tem os momentos em que a gente se sente gratificado de estar fazendo o som. É uma banda que toca só Beatles, uma coisa meio mágica, é o que significa Hocus Pocus. Os Beatles foram a banda que inventou a música pop. São atuais até hoje nas músicas que eles fizeram.

Daniel Lima (vocalista e guitarrista)
Tocar Beatles já é um estudo, uma escola. A partir do momento em que eu entrei na Hocus Pocus voltei a escutar e estudar Beatles, pra reproduzir isso no palco. Isso me força a cada dia querer ficar melhor. Nem sempre você tem todo estímulo pra estudar. Toca só por instinto. Mas tem horas que você tem que juntar o instinto com a prática da música.

A cada dia a banda está mais tocando com uma independência e sintonia muito grande. Demorou muito pouco tempo pra poder perceber que era muito mais que uma banda, era uma família. O espírito é esse da banda, e eles já trazem isso desde o começo. As novas gerações incorporam de uma forma muito fácil, porque isso rola muito naturalmente, a força propulsora da banda é o amor pelos Beatles e entre as pessoas também, a gente tem que se curtir pra poder fluir bem, é uma família mesmo, seria a melhor definição.

A gente bebe na fonte dos Beatles, não só musical, na fonte comportamental. A gente admira cada um deles, de ter quatro personalidades muito diferentes dentro de uma banda que foi a mais forte da história. Eles sempre deixaram muito claro que as diferenças deles não interferiam na hora de colocar a arte pra fora. Dentro do Hocus Pocus é claro que tem cinco pessoas com cabeças diferentes, passados diferentes, cada um teve uma escola de uma maneira, mas a união, esse clima familiar que tem é o que faz a coisa fluir, eliminar as diferenças naquele momento que a gente está tocando.

Jô Andrade (baterista)
Acho que a primeira dificuldade foi uma banda no início dos anos 80 tocar só um gênero, só Beatles. Talvez não tenha sido uma dificuldade, acho que foi um grande desafio que a gente venceu. No começo, o pessoal que ia assistir Hocus Pocus, era o pessoal que tinha curtido Beatles nos anos 60. Acho que os pais foram passando para os filhos. Hoje, o público da banda é de 8 a 80. Eu tenho uma filha de 9 anos, que quando ouve uma música que tem vocalização, três vozes, pergunta “pai, isso é Beatles?”. Eu acho o maior barato. Todo mundo hoje está curtindo Beatles, que foi a escola de música de todo mundo.

O Estúdio gravou..

O Estúdio gravou..

Após quase um ano de espera, os fãs da banda mineira Pato FU (Fernanda Takai, John Ulhoa, Ricardo Koctus, Xande Tamietti e Lulu Camargo) são recompensados com o lançamento do DVD Toda cura para todo mau (2007, clipes e extras), em São Paulo (SP). O grupo apresentou-se nos dias 23, 24 e 25 no Sesc Vila Mariana, com casa cheia, tocando músicas do cd mais recente (Anormal, Vida diet, Uh, uh, uh, lá, lá, lá, ié, ié), sucessos antigos (Um ponto oito, Vivo num morro, Perdendo dentes) e versões de outros artistas (Ando meio desligado).

A banda ainda dividiu o palco com Érika Machado em duas músicas de autoria da cantora, além de Capetão 66.6FM e Made in Japan. Érika, nova promessa do pop rock, tem o CD No cimento produzido por John e deve tocar em Viçosa dia 11 de abril.

O DVD Toda cura traz clipes das 13 músicas do CD homônimo e 50 minutos de extras, incluindo Making of da gravação, fotos de Ricardo Koctus e imagens de apresentações ao vivo.
A demora no lançamento ocorreu em função da aprovação do selo de classificação do material, que é livre para todas as idades.

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Em curta temporada de shows na cidade de São Paulo (dias 9 a 11 e 16a 18 de março, no Teatro FECAP) Arnaldo Antunes tocou músicas do novo CD Qualquer (Biscoito Fino, 2006). O artista, muito performático em palco, disse que sempre se emociona durante as apresentações. Ele também resgatou sucessos como Socorro, música gravada por Cássia Eller, Não vou me adaptar, ainda da fase Titãs e O buraco no espelho, que faz parte da trilha do filme Bicho de sete cabeças. Arnaldo Antunes recebeu o público ao final do show, distribuiu autógrafos e posou para fotos. O CD Qualquer é o nono da carreira solo do cantor, que também é conhecido pelos trabalhos como poeta e pintor.

Confira a set list do show:
Qualquer
Sem você
Fim do dia
Hotel Fraternité
2 perdidos
Acabou chorare
Para lá
Saiba
Se tudo pode acontecer
Debaixo d’água
Socorro
Lua vermelha
Num dia
Não vou me adaptar
As coisas
Qualquer coisa
Cabimento
O buraco do espelho
Bandeira branca
Contato imediato
Pedido de casamento
O silêncio
Luzes
Judiaria