Érika Machado lança CD No Cimento

Para gravar No Cimento


“Criança”. É assim que a admiradora Amanda Salomão define Érika Machado após assistir ao show no Espaço Fernando Sabino da UFV. A cantora levou ao palco dois artistas que a acompanham no formato acústico (Tiago Braga, baixo, e Cecília Silveira, vocais e violão) e ainda o fã nº1 (o cachorro gigante de pelúcia que fica na platéia com uma camiseta personalizada) e 32 personagens que compõem o cenário – uma pintura da própria Érika, que também é artista plástica.

A apresentação de quarta-feira (11), uma realização da FACEV – Fundação Artístico Cultural e de Educação para a Cidadania de Viçosa –, teve cerca de 1h20 de duração e contou com músicas no CD No Cimento, lançado em 2006 e produzido por John Ulhoa (guitarrista do grupo mineiro Pato Fu), além de covers das bandas Mombojó (Deixe-se acreditar) e Pato Fu (Antes que seja tarde). O acesso ao show foi gratuito e o público doou alimentos para instituições de caridade de Viçosa.

Érika Machado acompanha desde a sonoridade de Mombojó – banda de Recife -, passando por Arnaldo Antunes e Cansei de ser sexy até a música popular oriental. A mistura de estilos é a marca da identidade da cantora. Ora pop, ora rock, mas sempre indecifrável, ela concedeu uma entrevista exclusiva ao Estúdio ao Vivo e falou das parcerias e da turnê do disco No Cimento.

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“Eu não separo essas coisas de artes plásticas, música. Me formei em artes plásticas e assim como existe um desenho que é um suporte e outro suporte que é a escultura existe o suporte que é a canção e outro que é a escrita, mas tudo pra representar uma idéia. É essa ideia que mais interessa no meu trabalho.”

Estúdio ao vivo · Qual foi a data de lançamento do CD?
Érika Machado · O disco a gente lançou no meio do ano passado, em junho, e nosso show de lançamento foi no Festival de Inverno em Diamantina (MG). É o nosso primeiro show aqui na cidade com esse trabalho. Eu toquei aqui bastante tempo atrás no Conexão Telemig Celular.

Estúdio ao vivo · Por que “No Cimento”?
Érika Machado · Tem uma canção no disco que tem esse nome e a letra dela fala “escrevi meu nome no cimento pra alguém lembrar de mim” e eu achei muito bacana esse nome. John (produtor do disco) tinha achado bacana também. Com esse trabalho eu “escrevi meu nome no cimento pra alguém lembrar de mim” porque o disco é um registro.

EV · Como você conheceu o John?
EM · Eu tinha feito um disquinho dentro de um projeto de artes plásticas onde eu gravei algumas composições minhas e esse disco chegou nas mãos do John. E um dia eu fui falar ocm ele “ah Jonh, eu te mandei meu disco” e ele disse que tinha achado muito legal, criativo. E quando surgiu a oportunidade de fazer esse disco eu não pensei em outro nome que não fosse o dele.

EV · O que continha no CD gravado em 2003?
EM · Foi gravado num MD, num canal só. Toquei, cantei todas as músicas, era uma brincadeira. Chama Disco do Baratinho, feito ao vivo no meu quarto de madrugada. na verdade ele fazia parte de um projeto de alguns artistas plásticos, uma galera bem legal que trabalha com artes visuais na cidade de Belo Horizonte. Pra intervenção urbana eu resolvi colocar um disco no camelô, que era um objeto disco, não tinha a pretenção de ser demo. Porque pra mim era um disco que tinha princípio, meio e fim, um conceito fechado, apesar de ser um disco bastante tosco sem tecnologia nem nada. Não fazia parte desse mundo da música, fazia parte de um outro universo que é diferente desse que eu to trabalhando com o disco No Cimento, que eu considero meu primeiro disco de trabalho. O outro não era um disco que poderia ser tocado na rádio, vendido em lojas… Era um outro jeito de trabalhar.

EV · Como foi a experiência de tocar com o Pato Fu em São Paulo (show de lançamento do DVD Toda cura para todo mau) e como você sentiu a reação do público ao tocar duas de suas músicas?
EM · Tocar com o Pato Fu sempre é uma escola bacana pra caramba. Sempre me ensinaram várias coisas. Sou muito fã do trabalho deles e fico feliz que eles gostem do meu trabalho e me chamem pra fazer esse tipo de coisa. Pra mim cada coisas nova é muito bacana. Esse é um universo muito novo, o da música. Ao contrario da maioria das pessoas eu não tocava em bar e fui fazendo as coisas pra garvar meu disco. De repente eu tinha a possibilidade de gravar meu disco, tinha as músicas e acho que isso muda um tanto de coisas. Tudo é muito novo e cada experiência é muito boa pra mim.


EV · Fale um pouco das parcerias com Cecília Silveira e Juliana Mafra.
EM · A Ju é minha parceira do Fabriquinha que é um trabalho com artes plásticas que a gente vem desenvolvendo desde 1999. E a Cecília, minha maior parceira do disco, tenho duas composições com ela e a única canção que não é minha no CD, é dela. A gente tem uma visão do mundo um pouco parecida talvez porque a gente ande sempre junto, então a gente vê as coisas mais ou menos do mesmo lugar. E a gente conversa muito. Parceria pra mim tem que ser uma coisa intensa. Porque o conceito, a idéia, a letra é muito importante, acho que mais importante que a forma da música. Nesse sentido eu acho que não sou muito formalista. É muito importante a afinidade de pensamento pra poder compor. Os parceitro que eu tenho no disco são o Jonh, com quem também convivi de uma forma bem intensa e a Cecília e a Ju que são minhas parceiras de trabalhos antigos.

EV · Quais as suas influências literárias e musicais?
EM · São muitos trabalhos legais de muitas pessoas legais mas eu acho que para o meu trabalho especificamente eu busco idéias no dia-a-dia das coisas que eu percebo ao meu redor, que eu possso observar direito assim. Não estou muito invteressada nas tendências.

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Cecília Silveira, que também se apresenta no show, diz que é a primeira vez que toca com a Érika no formato acústico. “A gente toca com uma banda maior ou com dois violões e duas vozes já há 5 anos. É sempre bom porque tocar a musica da Érika é muito legal, é musica boa”, diz.

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Érika Machado interpretando “Deixe-se acreditar” da banda Mombojó

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