Nascido do Improviso

O rock britânico nasceu no final da década de 1950, originado das bandas de skiffle, que faziam sucesso entre os jovens da época. Skiffle nada mais era do que um conjunto de jazz que tocava com instrumentos improvisados. O baixo, por exemplo, era um cabo de vassoura preso a uma caixa de madeira com apenas uma corda. Usavam também táboas de passar roupa e garrafas. Foram bandas como essas que inspiraram John Lennon a formar sua primeira banda.

O primeiro grupo de rock inglês a fazer sucesso foi Johnny The Kid And The Pirates, que conseguiu sucesso com o disco Shakin’ All Over. No começo da década de 60 começam a surgir alguns talentos notáveis como Ritchie Blackmore e Jimmy Page, este último formou um dos grupos mais influentes daquela época: os Yardbirds que, além de Page, contou ainda com Jeff Beck e Eric Clapton, considerados dos maiores guitarristas de todos os tempos. Os Yardbirds, após grande reformulação, daria origem ao Led Zepellin, no começo dos anos 70.

Beatlemania

Em Liverpool, cidade portuária da Inglaterra nasceu o maior fenômeno da música mundial do século XX. A cidade que recebia de primeira mão as novidades musicais vindas dos Estados Unidos era um berço para novas bandas, que nasciam a cada esquina. Foi nesse contexto que John Lennon, Paul Mcartney, George Harrison e Ringo Star se lançaram ao mundo da música com os Beatles.


Os garotos foram descobertos pelo empresário Brian Epstein quando tocavam no lendário pub Cavern Club, na cidade natal dos rapazes. O primeiro sucesso foi Love Me Do, em 1963, que alavancou a carreira da banda e a colocou no topo das paradas britânicas, posto que ocupou durante todos os anos seguintes. Após o primeiro sucesso, John e sua trupe viajaram pela Europa e América, lançaram discos que entraram para a história da cultura pop do século passado e se tornaram referência para as posteriores gerações de conjuntos de rock ao redor do mundo. A repercussão da banda foi tamanha que, certa vez John Lennon disse que os Beatles eram mais conhecidos que Jesus Cristo.

Como o clima entre eles já não era dos melhores no final da década de 60, o fim parecia próximo, e foi anunciado em um comunicado oficial publicado em 10 de abril de 1970.

Rebeldes sem causa

Fazendo sombra aos garotos de Liverpool, outra banda que marcaria época nascia na Inglaterra: os Rolling Stones. Liderados por Mick Jagger e Keith Richards, os Stones eram marcados pela rebeldia e pelo consumo excessivo de drogas, principalmente Richards. O slogan da gravadora para promovê-los era: “Você deixaria sua filha se casar com um Rolling Stone?”. Os Stones continuam em atividade até hoje e, atualmente, é a banda que mais fatura com suas turnês.

Seguindo a linha de Jagger e companhia, o The Who também abusava da rebeldia em suas letras e seus atos. A banda ficou conhecida, no seu início, pela destruição de instrumentos, principalmente das guitarras de Pete Townshend, que eram cravadas no chão ao final de cada apresentação. Esse gesto se tornaria comum entre guitarristas de rock algum tempo depois.


Rock Progressivo e Psicodélico

Em 1964 o Pink Floyd se reuniu pela primeira vez, sob o comando de Syd Barret que, alguns anos depois, devido a problemas mentais e consumo excessivo de drogas, fora substituído por David Gilmor. A formação perpetuada pela banda foi: David Gilmor (guitarra e voz), Roger Waters (baixo e voz), Nick Mason (bateria) e Richard Wright (teclados e voz).

Influenciados pela psicodelia e pela literatura inglesa, o Pink Floyd lançou seus primeiros cds ainda no final da década de 60. The Piper at The Gates Of Dawn é considerado o marco inicial do rock progressivo. The Dark Side Of The Moon foi um dos cds mais vendidos de todos os tempos, além de ser o maior êxito da história da banda, que vendeu mais de 200 milhões de cópias de seus discos.

Outro expoente do rock progressivo é o Jethro Tull, também nascido no berço do rock inglês dos anos 60. A utilização de flautas pelos rapazes de Blackpool é um dos diferenciais do Tull, que incorporou elementos de música celta e clássica às suas composições, a diferenciando ainda mais dos demais grupos da época.

Liderados por Peter Gabriel e, posteriormente por Phill Collins, Genesis foi outro integrante do rock progressivo britânico no fim dos anos 60, assim como o YES, que eram encabeçados pelos lendários Jon Anderson, Steve Howe e Rick Wakeman.

The Kinks, The Animals, Black Sabbath, Deep Purple e o The Cream (que também contava com a genialidade de Eric Clapton) nasceriam ainda nos anos 60, mas o sucesso só viria para todos eles na década seguinte.

Assim como várias revoluções ao longo da história, os servos da Rainha da Inglaterra conheceram também a maior revolução da música do século passado e, como vossa majestade dentro do seu reino, continua até hoje conquistando súditos fiéis ao redor do planeta.

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