Quando Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Bill Ward e Geezer Butler resolveram formar, em 1968, a banda Polka Tulk Blues Band ninguém poderia imaginar que os ingleses de Birmingham seriam consagrados como os criadores do heavy metal. O quarteto abreviou o nome para Polka Tulk, depois passou a ser conhecido como Earth, mas foi como Black Sabbath – também nome do primeiro cd da banda lançado em 1970 – que eles se consolidaram no cenário do rock mundial.


Com um estilo ousado, o grupo inseria no repertório ritmos mais pesados e maior distorção no som. Ao mesmo tempo em que a proposta do metal inovador amadurecia – inclusive para além da Ilha Real – as fases do Black Sabbath ficavam bem delimitadas de acordo com a troca dos vocais. São quatro os principais vocalistas que transitaram pela formação do grupo. Ozzy Osbourne deixou a banda logo depois da turnê do oitavo cd Never Say Die [1978]. Para a gravação dos álbuns Heaven and Hell, Mob Rules e Live Evil Ronnie James Dio assumiu o microfone. Born Again trouxe a voz de Ian Gillan, que fazia parte do Deep Purple. Tony Martin também ajudou a construir um pouco da longa história da banda gravando álbuns como The Eternal Idol de 1987.

Mesmo quase 40 anos depois da formação original se encontrar, os precursores do Heavy Metal continuam influenciando inúmeras novas bandas e aumentando o número de fãs que se identificam com a sonoridade autêntica do Black Sabbath. Em 2002, Armando Pereira Belato e o amigo Pedro Ivo, interessados em rock’n’roll, buscavam conhecer mais do estilo. “Começamos a escutar rock praticamente juntos e pedimos umas opiniões de amigos para saber o que escutar. Indicaram o óbvio: Black Sabbath. O Pedro comprou o cd The Best of Black Sabbath e eu escutei, frenético”.

Anos atrás, o estudante de Engenharia Civil na UFOP era integrante da banda de heavy metal Doom’s Day. Nas horas vagas, toca violão no trio acústico Gramophone, “capaz de misturar Chico Buarque de Hollanda com Led Zeppelin“. Armando foi o escolhido para a sessão Fã de Carteirinha na semana de Rock Britânico do Estúdio ao Vivo.

Legado
Simplesmente em tudo que envolve guitarra distorcida e riffs de guitarra Black Sabbath influenciou – assim como Led Zeppellin – eles tornaram o rock mais agressivo, mais pesado e ousado, tanto nas letras, quanto na experimentação instrumental. Depois que você der uma olhada na letra de Megalomania e War Pigs, vai entender melhor o que estou falando.

Diferença
As bandas atualmente se preocupam muito com o rótulo, com o estilo que fazem. Naquela época, não. Eram espontâneos. Tanto que o termo heavy metal surgiu com [a banda] Steppenwolf, na música Born to be Wild – contemporâneos ao Sabbath – e a designação heavy metal só surgiu posteriormente. O que eu tenho escutado bastante e acredito que vale a pena escutar são Artic Monkeys e Franz Ferdinand. [Apesar de] não serem próximos ao Sabbath, eles buscam ambientar o som deles na década de 70 e com bastante experimentalismo.

Álbuns
Meus preferidos são: Sabotage, Born Again e Heaven In Hell. Detalhe, cada álbum com um vocalista diferente. Mas se tenho que escolher, fico com o Sabotage. A capa dele é bastante psicodélica e o álbum fenomenal. Minha música preferida é Megalomania, porque acho que tem relação muito grande com os transtornos modernos e com a filosofia de Nietzsche. Não que eles fizessem a música pensando na filosofia dele, mas se enquandra no perfil da corrente existencialista.

Influência
Sem sombra de dúvidas Black Sabbath nos influenciou [no Doom’s Day]. Todo mundo que gosta de rock pesado gosta de Sabbath, não tem como… A maioria dos covers da minha banda eram do Sabbath, e eram as músicas que todos cantavam inteirinhas.

Guitarrista
O Tony Iommi revolucionou a maneira de tocar guitarra moderna, assim como Jimmy Page (Led Zeppelin) e Jimmi Hendrix. O Iommi criou riffs consagrados que todo mundo usa na guitarra, revolucionou no campo de distorções, na qualidade sonora de seu efeito de wah-wah e overdrive principalmente – isso na década de 70. Além de fazer uma coisa bastante interessante que é a sobreposição de solos. Ele era bastante tranqüilo no palco e sempre tocava com um mesmo modelo de guitarra, raríssimas exceções, usava Gibson modelo SG. Um outro detalhe é a influência dele por jazz, se você escutar músicas como a Wicked World vai perceber isso.

Anúncios

2 comentários sobre “

  1. Ficou muito boa a entrevista!
    Gostei muito mesmo!
    Parabéns!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s