Um menino de coração pantaneiro e alma musical. Esse era Almir Sater, que aos 20 anos fora estudar no Rio de Janeiro e também apresentado à viola caipira, que o encantara. Fruto posterior a essa paixão a primeira vista, o álbum Rasta Bonito é uma obra por onde Almir percorre caminhos musicais imagináveis e inimagináveis. Vai do Folk ao Blues, passando pelo jazz, mas sem deixar para trás a raiz sertaneja.

Foi nesse disco que a parceria com seu amigo Renato Teixeira se consolidou, contribuindo com metade das faixas do trabalho. Músicas marcantes como as belas Um Violeiro Toca, Canoa e Boiada, onde Sater canta tal qual um contador de causos, com a suavidade vocal característica, uma de suas marcas registradas.

“Ele fez uma revolução mágica com a viola caipira. Almir transcende a qualquer violeiro que já existiu.” (Renato Teixeira)

Em Homeless Souls e Tennessee Waltz faz uma viagem ao blues americano com sua viola, abusando de gaitas e slides. Mas é na country-blues instrumental Capim Azul que o pantaneiro demonstra todo seu virtuosismo e talento com o instrumento que o consagrou.

Em meio a toda essa diversidade, Sater regravou um clássico da música caipira brasiliera. A triste e bucólica A Tristeza do Jeca, de Angelino de Oliveira, tantas vezes gravada por artistas consagrados e que conta as mágoas do Jeca apaixonado.

Rasta Bonito é vibrante do início ao fim, não fica preso a fórmulas pré-fabricadas e rótulos em momento algum. Almir Sater passou por cima de todas essas barreiras e lançou, em 1989, esse inesquecível disco.

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