Saindo da raiz
No início da década de 70, novas duplas começaram a se formar, iniciando também uma nova fase. Em comum com a música de raiz, por muitas vezes, só a formação em dupla. A temática caipira ficara pra trás, dando lugar ao romantismo e sentimentalismo – algumas vezes à sátira – além do uso de instrumentos eletrônicos, deixando a viola de lado. Léo Canhoto e Robertinho, João Mineiro e Marciano e Mato Grosso e Mathias foram alguns dos precursores desse tipo de música. Algum tempo depois surgiram novas duplas surgiram, como Teodoro e Sampaio e as Marcianas, já na década seguinte.Porém, é a música Fio de Cabelo, de 1982, gravada pelos paranaenses Chitãozinho e Xororó, considerada o marco inicial e o primeiro grande sucesso do estilo, rendendo vendagem superior a 1,5 milhões de cópias. Os irmãos, que haviam gravado seu primeiro disco ainda no ano de 1970, consolidaram o seu sucesso através dos anos com vários discos lançados e muitos hits nas paradas. Cowboy do Asfalto, Bailão de Peão e Evidências estão entre os seus maiores êxitos.

Made in Goiás

O boom da música sertaneja no país aconteceria alguns anos depois do estrondoso sucesso de Fio de Cabelo. A receita para isso veio do cerrado brasileiro. De Goiás vieram algumas das maiores duplas sertanejas de todos os tempos da nossa música: Leandro e Leonardo, Zezé di Camargo e Luciano e Chrystian e Ralf.

Em Goianápolis nasceram Luís José (Leandro) e (Emival Eterno) Leonardo, ex-trabalhadores da plantação de tomate da cidade, a dupla saiu da labuta para o estrelato em meados de 1986, quando lançaram seu primeiro álbum oficial. Foram 12 anos praticamente ininterruptos de sucesso, até que Leandro falecesse de forma trágica, com um raro tipo de câncer no Pulmão, em 1998. Várias músicas dos dois marcaram época, entre elas: Eu Juro, Entre Tapas e Beijos e Temporal de Amor. Leonardo seguiu em carreira solo a partir de então e continua fazendo grande sucesso até os dias de hoje.

A música É o Amor foi o carro chefe da carreira de uma das duplas mais bem sucedidas da história da música brasileira. Zezé di Camargo e Luciano debutaram em grande estilo com o hit que dominou as rádios brasileiras no início dos anos 90. Os filhos de Francisco emplacaram nada menos que 80 músicas entre as 15 mais tocadas do país, sendo que 29 delas chegaram ao primeiro lugar.


Ainda vindos de Goiás, mais precisamente da capital, Goiânia, vieram Chrystian e Ralf. Aina garoto, e, 1973, Chrystian havia gravado uma música para trilha sonora da novela Cavalo de Aço, cantando em inglês, em uma época que esse modismo era característico. Além disso, usou de pseudônimos, para não ser reconhecido como um cantor brasileiro. A dupla se formou dez anos após essa gravação, e até hoje é sucesso de vendas. Foram 18 discos, milhões de cópias vendidas e vários sucessos dessa dupla.

No encalço

Após o estouro do gênero sertanejo nas rádios e televisões do Brasil, muitas duplas apareceram buscando um lugar ao sol, vindas de todos os lugares do Brasil. Rick e Renner, Rio Negro e Solimões, Gian e Giovani e Gino e Geno, são algumas das mais conhecidas.


Em Brotas, interior de São Paulo, nasceram José Henrique dos Reis e José Daniel Camilo, ou simplesmente João Paulo e Daniel. A dupla arrebatou fãs pelo Brasil, assim como seus antecessores, e conquistou o público definitivamente com o hit Estou Apaixonado. O sucesso crescia em proporções geométricas, até que João Paulo morreu tragicamente em um acidente de trânsito, em 1997, deixando a música sertaneja órfã de seu talento. Daniel, a exemplo de Leonardo – da dupla Leandro e Leonardo, seguiu em carreira solo conseguindo manter o sucesso que fazia com a dupla.

Tempos Modernos


Após um pequeno período de estagnação, a música sertaneja parece estar voltando ao topo. Nos últimos 7 anos, várias duplas conseguiram sucesso, mostrando que o gênero não estava fadado ao esquecimento. Os novos nomes atendem por Bruno e Marrone, Edson e Húdson, César Menotti e Fabiano, Marlon e Maicon e, mais recentemente, Marco e Mário.

Apesar de bem diferente das raízes da época de Cornélio Pires, a música sertaneja conquistou seu espaço através das décadas e agora se consolida cada vez mais como um dos fenômenos do mercado fonográfico brasileiro, mesmo já não tendo mais as formas idealizadas pelo seu maior incentivador e empreendedor.

Um comentário sobre “

  1. Acho um desrespeito a musica sertaneja de verdade ser comparada aos bregas que tomaram de assalto a musica brasileira nos ultimos 16 anos.o problema e que eles não lembram de jeito nenhum a autentica musica sertaneja exceto por cantarem em dupla e a industria sabe ate que ponto eles podem ir desde que estejam contribuindo para seus cofres.neste sentido que se dane a musica de verdade.

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