A origem do forró – enquanto palavra e manifestação cultural – é controversa. Há os que dizem ser derivado do For All (Para Todos), frase escrita nas portas de bailes em Pernambuco; há os adeptos da versão do estudioso Luís da Câmara Cascudo, de que o forrobodó africano (festa, bagunça) seja a verdadeira origem.

Discordâncias à parte, o certo é que o Nordeste carrega a raiz do ritmo que tomou conta do Brasil principalmente com Luiz Gonzaga. Nascido em 1912, Gonzagão ou Velho Lua foi contratado pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro em 1941. A partir daí, os grandes centros conheceram a mais tradicional música nordestina.

O gingado
São muitas as variações do ritmo do forró e todas elas são reinventadas a cada novo grupo musical. As danças são semelhantes e na ginga há um pouco da cultura de cada região.

Baião
O mais tradicional é ditado com sanfona, triângulo e zabumba. Gonzagão e Dominguinhos que o digam. As origens do baião estão no lundu, gênero que mistura elementos africanos e europeus. Em roda, os participantes se desafiavam para dançar, com sapateados e movimentos do ventre.

Foi com Luiz Gonzaga que o baião se tornou popular. No sudeste, sofreu influências do samba e nos anos 70 foi resgatado pela sonoridade do movimento da Tropicália.

Hoje, o baião de Fortaleza incorpora guitarras, bateria e mantém a sensualidade original da dança.

Xote
Vindo da Europa, o xote “saiu” dos salões e misturou-se aos ritmos populares rurais. Os escravos observavam os bailes, decoravam as coreografias e adaptavam ao melhor estilo gingado, cheio de voltas e rodas. O famoso “dois pra lá, dois pra cá” é a marcação dessa dança. Rápida nos bailes; lenta nas festas juninas.

Xaxado
Do sertão de Pernambuco, apenas os homens dançavam o xaxado. A voz fazia o acompanhamento, com letra satírica e ritmo acelerado. Lampião e seus companheiros tornaram a coreografia popular: são gestos que simulam batalhas, sempre com o arrastar da chinela no chão.

Coco
O canto do coco é característico: os participantes formam filas ou rodas e sapateam, respondem o coro e batem palmas ou tocam ganzá (um tipo de chocalho) marcando o ritmo. O cantador pode improvisar os cantos ou declamar versos já conhecidos, que são “respondidos” pelos outros participantes da dança.

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3 comentários sobre “

  1. Vida longa à música nordestina!!
    Ass: o mais novo apaixonado por ela!

  2. Vida longa à música nordestina!! [2]

    Melhor que ouvir…é dançar
    Melhor que dançar…é sentir!!!

  3. A música inspira muita coisa.
    Por aqui, tudo inspira a música.

    Bom que gostaram!

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