Time do Rock

O respeito à diversidade, tema da Calourada DCE 2008, também esteve presente nos perfis dos convidados. Depois do reggae, os próximos a assumir o palco no Multiuso foi Rock’s Aderente. A banda, que havia se desmembrado em 1996, mostrou o bom entrosamento mesmo depois de anos. André Quick (voz), Flávio Garcia (guitarra), Bull Dog (baixo) e Sérgio Freitas (bateria) – devidamente vestidos com a camisa do clube para que cada um torce – apresentaram versões jamais esquecidas por aqueles que conhecem a importancia do rock politizado, com letras críticas e sonoridade ímpar ressurgido nos anos 80.


Depois do show, enquanto o músico Thiaga acompanhava o som dos Tambores do Buieié, o vocalista André Quick contou um pouco da história da banda e os projetos que pretendem conduzir em breve.

Qual a história do nome da banda?
André Quick: O primeiro guitarrista, o Tui, quis dar duplo sentido a coisa. Tem ligação, uma brincadeira, com o Modes Aderente. Aquela coisa da mulher sofrer o que ela sofre todo mês. A gente que é homem não sente nada disso… é uma cumplicidade com elas né. E ao mesmo tempo é uma forma de dizer que somos Aderentes ao Rock. Rock’n roll é nossa filosofia de vida, que a gente gosta, é o que a gente curte.

Porque vocês encerraram a banda em 1996?
André Quick: Aconteceu que eu me formei e outros componentes da banda também. Eu decidi assumir carreira de engenheiro agrônomo e fui embora de Viçosa. Retornei agora. Meu retorno a Viçosa acendeu aquela luz de: “vamos retornar a banda, vamos tocar, vamos agitar a cena, porque a cena está carente de uma banda de rock’n roll… Então, vamos voltar!”. Como componentes originais sou eu e Bull Dog. Flavinho tocou com a gente em alguns shows, Serginho nunca havia tocado com a gente e ele retornou agora nessa formação. É um cara que tem mais ou menos a mesma idade que a gente, mesma cabeça, mesmo gosto pelo rock’n roll. Deu super certo, nos ensaios foi bom o entrosamento.

Vocês têm proposta de fazer apenas cover ou executar composições próprias também?
AQ: Estamos com duas músicas já no forno para serem gravadas, nossas. Nós devemos começar essas gravações agora em março ou abril, assim que a gente tiver um tempinho, cada um dentro das suas carrieras profissionais paralelas. Estamos com a idéia de fazer músicas próprias e continuar com esse cover dos anos 80 e 90. As nossas músicas, pra seguir uma lógica, uma tendência, elas são inspiradas em termos de melodia e letra nos anos 80 e 90. Sempre buscamos um lado mais consciente e não “tocar por tocar”, dando um toque para alguma coisa da nossa realidade, do nosso momento hoje apesar da sonoridade estar ligada aos anos 80 e 90.

Vocês percebem que o rock 80 e 90 ainda prevalece no público universitário?
AQ: A resposta foi o show, acho que a moçada reagiu muito bem. Nao tenho nada contra o rock feito agora mas acho que os rock dos anos 80 e 90 teve um significado especial no país porque antes, quando vivíamos numa ditadura militar, foi feita pouca coisa. A partir das anos 80 “abriram-se as cabeças” com o surgimento do Rock Brasil: Legião Urbana, Capital Inicial, Plebe Rude, Ira. Eu acho importante esse resgate do tempo da redemocratização, vamos mudar e continuar mudando.

···

Para quem gostou da proposta da banda pode acompanhar o Rocks participando da Comunidade Rock’s Aderente no Orkut.

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4 comentários sobre “

  1. Quero agradecer ao pessoal do Estúdio ao vivo pela fidelidade ao transcrever as declarações e convidá-los para integrar a comunidade do Rock´s no orkut e ver os vídeos no you tube, inclusive tem um da calourada:


    obrigado pelo apoio!!!
    abraços
    André Quick

  2. Ol� Andr� como vai?
    Eu quem agrade�o sua prestatividade em conceder a entrevista. N�s do Est�dio aguardamos as novidades do futuro CD do Rock’s.
    Abra�o.

  3. Tive o prazer de conhecer André aqui em Natal. Uma pessoa maravilhosa, que sempre passou uma grande bagagem musical, falando com propriedade. Pena que o tempo dele por essa terra dos Reis Magos foi pouco para que pusesse à mostra toda a sua arte, nos palcos. Com certeza Natal, que tem um público fiel ao bom e eterno rock, iria “delirar”. Aqui há um festival anual, o MADA (Música Alimento da Alma). “O grosso da escalação é de bandas do Rio Grande do Norte, como a veterana General Junkie (há mais de 10 anos na ativa), Sangueblues, Mad Dogs, Brigite Beréu, Deadly Fate, Girassóis em Fuga e Embolafunk”. Quem sabe, breve teremos mais uma participação de peso, no caso o Rock’s Aderente. Pelo que vi nos clipes na internet, é muito bom. Ao sucesso!

  4. Rock”s aderente na veia…e viva ao rock roll… vai com fé galera…tá massa demais.
    Cláudio Lyrio (KBÇA)

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