INVENTAndo A CONTRA-MOLA QUE RESISTE

Para acirrar a disputa pela preferência do público na Calourada DCE 2008, os mineiros do Nem Secos Nem Molhados apresentaram o espetáculo Um Tapa no Preconceito. O show é baseado na tragetória da banda Secos & Molhados [conduzida por Ney Matogrosso] e possui mescla com a literatura de Manoel Bandeira, Drummond, Pessoa e demais poetas que são recitados entre música e outra.

O palco parecia pequeno para conseguir sustentar as performances de Lis Brasil (voz), Pablo Cardoso (voz), Gustavo Maia (violão e vocal), Vinícius Maia (violão e vocal), Carlos Wagner (guitarra), Marcone Carvalho (teclado), Bruno Zatar (bateria e percussão), Delano Soares (percussão), Léo Macedo (flauta, gaita e sax), Berci de Lima (baixo e vocal) e Carlos Linhares (baixo e vocal) que aliam música e teatro com muita propriedade. Mesmo quem não conhece muito da história ou do som dos Secos pôde reconhecer algumas das músicas que Nem Secos escolheu para o repertório com Sange Latino, Assim Assado e O Vira.

Depois do show e de recuperarem o fôlego, Lis e Gustavo conversaram com o Estúdio ao Vivo contando a história do Nem Secos e os projetos do grupo.

Volta para Viçosa
Lis Brasil:
O primeiro show fora de BH que a gente fez foi aqui, quando a banda surgiu em 2003. A gente voltou em janeiro de 2007 e hoje. O público tem uma aceitação muito grande porque todo mundo gosta de Secos e Molhados e entra num túnel do tempo alí. Por mais que a gente faça outros shows – porque a gente tem mais dois: Tropicália em Transe, MPB na Ditadura [que estreou dia 30 de janeiro em BH no Teatro Francisco Nunes, lotado] – esse Nem Secos, Nem Molhados é com que a gente viaja mais.

Começo
Gustavo: A questão principal é a amizade que havia do Pablo com a Lis. O pablo fazia um personagem que ele apresentava solo, um clown, baseado no Ney Matogrosso. A gente foi fazer um show de MPB durante as noites de carnaval [2003] em Milho Verde [MG] e aconteceu um reencontro dos dois [Pablo e Lis] que eram amigos.
Lis: Na semana seguinte do carnaval ele [Pablo] chegou lá em casa de mala e cuia e disse: “eu vou ficar aqui em BH uns tempos e quero montar um show com vocês”. Então Gustavo foi chamando os outros músicos que ele conhecia, começamos a ensaiar e depois de um mês a gente fez uma festa só pra convidados lá em casa, no bairro Santa Teresa, e estreamos esse show. Depois disso conseguimos uma apresentação no Teatro da Praça [BH], em junho de 2003, quando foi a estréia oficial.

Identidade
Gustavo:
A gente vem criando essa identidade do grupo que é trabalhar a MPB na sua essência com tudo que ela tem de melhor e que nós acreditamos que ela tenha de bom pra passar. E, nessa linha de resgate dos movimentos que aconteceram mais relevantes e mais importantes culturalmente, estamos com nosso trabalho próprio no forno com essa influência.
Lis: E como a gente está entrando num processo de profissionalização maior queremos montar um núcleo de criação de espetáculos e, além do trabalho próprio, paralelamente continuar com esse resgate dos movimentos da MPB brasileira. Não é um trabalho cover, são homenagens que a gente costuma fazer, com arranjos próprios. A gente não faz só Secos, a gente quer fazer Novos Baianos, Mutantes, Tropicália, Ditadura e vamos ampliando o leque.

Linguagem própria
Lis:
O grupo conseguiu desenvolver uma linguagem própria. Foi importante esses anos todos, mesmo fazendo música dos outros, a gente trabalha arranjos nossos e conseguiu agora uma identidade musical. A nossa música tem uma cara, conseguimos criar uma linguagem. Nós estamos num ponto bem maduro de trabalhar as músicas próprias mantendo essa energia. A tendencia é a integração das artes. O grupo trabalha com circo – nesse trabalho não mas no MPB na Ditadura tem perna de pau, monociclo, corda bamba-, poesia, literatura, artes plásticas quando a gente usa um cenário, figurino, teatro…

Agradecimentos a Ana Maria Pereira pelas fotos

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6 comentários sobre “

  1. acrescentar que Pablo faz Ney Matogrosso estar presente o tempo inteiro durante o show. esperamos que o grupo volte para apresentar também os outros 2 espetáculos que montaram.

  2. Pôxa…

    e eu nem fui convidada…

    Tô de mal!!!

    rsrs

  3. Não conheço o trabalho…mas me interessei muito!!!

    Eles têm algum site?
    Quem sabe eles não aparecem aqui em JF…

    ADOREI!!!

  4. Ow Juliana, o pessoal do NemSecos tem site sim [aliás eu deveria ter postado isso junto com a matéria]. Que ótima idéia, convide-os para uma apresentação em JF [e não se esqueça de chamar o Estúdio]. Dê uma olhada aqui [http://www.nemsecos.com.br].
    bjo

  5. Que bom saber da efervescência musical por essas terras de Minas! Gostaria de ter assistido ao show “Um Tapa no preconceito”, mas pelas fotos e texto, dá pra se ter uma idéia do que foi. Parabéns pela apresentação aos que fazem o Nem Secos Nem Molhados pela proposta de fazer um som que faz a diferença. Quando vêem a Natal? Abraços!

  6. Pingback: Delírio sem febre « Estúdio ao Vivo

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