Majestade Rita Lee


É difícil atentar para apenas um disco de Rita Lee Jones, eterna “figura” do Rock nacional. Além de participar de Os Mutantes (antigo Os Bruxos que, mesmo underground, revolucionou o modo de fazer música no país), também levaram o nome da cantora as bandas Teenage Singers (1963), Tulio Trio (1964) e Six Sided Rockers (que tornou-se O’Seis em 65 e depois O Konjunto, gravando as canções “Suicida” e “Apocalipse”) .

Pós-Mutantes, ainda houve parceria com Lúcia Turnbull , com quem forma a dupla Cilibrinas do Éden em 1973, mesmo ano do grupo Tutti Frutti (em que as músicas tornaram-se mais populares).

Então, atentamos para os discos solo da cantora. Rita Lee lançou Build Up em 1970 e Hoje é o Primeiro Dia do Resto de Sua Vida, em 1972, mesmo fazendo parte dos Mutantes. Mas foi graças a Fruto Proibido, de 1975 que ela tornou-se a superstar do Rock nacional. Foram grandes turnês muito bem produzidas – musical e cenograficamente – com o Tutti Frutti.

“Essa coisa engajadinha de passeata anti-guitarra era uma coisa tão imbecil, porque queriam escravizar a música brasileira ao banquinho, violão, pandeirinho. E Tropicalismo é que plantou todas as sementes do que está acontecendo aí hoje, a mistura toda, a misturança axé com pauleira, com bossa, com samba, com tudo”.


Fruto Proibido
(clique na música
para conferir a letra)

Dançar pra não dançar
Agora só falta você
Cartão postal
Fruto Proibido
Esse tal de Roque Enrow
O toque
Pirataria
Luz del Fuego
Ovelha negra

Este é considerado a maior obra do Rock brasileiro. Em entrevista ao Programa Altas Horas (confira na íntegra aqui), a cantora afirmou que, na época, não deixou de fazer Rock, mas chegou mais perto das pessoas.

O Flash Back une-se ao Sobre o Som para falar sobre a carreira solo daquela que é muito qurerida por uns e bastante criticada por outros. Nada diferente do que qualquer polêmico roqueiro.


“Eu faço o que eu quero, se eu quiser fazer Tango, eu faço, eu não tenho que ficar achando que eu tenho que ser coerente”.


O desenho de hoje traz uma Rita Lee que se garante no que faz e não se importa com críticas. Para a Majestade, sempre há cobranças, e é aí que ela mostra a linhagem real em nunca deixar de lado o (sempre) bom e velho (renovado) Rock’n Roll.

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4 comentários sobre “Majestade Rita Lee

  1. Rita, Rita …

    Ainda sonho em ver um show dos Mutantes com ela!!!!Ótimo texto, lara!!! =)

    Bjus

  2. AH,acho que nem de longe seria a mesma coisa, Osw! Prefiro ela sozinha msm e deixar o bom e velho “Os Mutantes” na lembrança..

    O show da Rita é bacana demais. Há quem ache ruim. MAs eu aprovei .o/

  3. Ahhh … mas os Mutantes sem ela tb não tem tanta graça!

  4. Isso, com certeza.. não avhei legal a voz da zélia nas músicas mutantes..

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