“You got the best…”

Kiss 25Dez anos! Esse é o tempo que durou um sonho. Tudo começou quando um garoto de 14 anos ouviu Psycho Circus, álbum do Kiss, pela primeira vez, no começo de 1999. A partir de então, ele desenvolveu um fanatismo silencioso, mas que carregou até os dias de hoje. Quando foi proibido pelos pais de ir ao show que a banda realizara no mês de abril de 1999, no Brasil, um sentimento de frustração tomou conta. Mas nada que abalasse a devoção àqueles caras de rostos pintados.

Kiss 26Demorou, mas a hora de vê-los de perto chegou. No mesmo mês de abril, dez anos depois, no outrora distante e perigoso Rio de Janeiro, na Praça da Apoteose. Cobrindo o palco, uma imensa faixa com a logo da banda e, na platéia, o guri suava frio à espera dos ídolos Paul Stanley e Gene Simmons, acompanhados, agora, por Tommy Thayer e Eric Singer.

Até que o famoso e tão esperado “You wanted the Best. You got the Best! The hottest band in the world: KISS” ressoou e acendeu todas as luzes do maior palco que o ‘já-nem-tão-menino’ havia visto na vida. Deuce e Strutter abriram o show, enquanto alguns fãs, ainda perplexos, nem piscavam. E assim foram tocando as clássicas da banda de Nova York, que nessa turnê comemora 35 anos de carreira.

Quando o menino assistiu aos DVDs de shows ao vivo do Kiss, não conseguiu dimensionar em sua cabeça o que significava uma apresentação como a que presenciou. Ia muito além de tudo que ele já havia visto por aí.

Nem a chuva, que inesperadamente apareceu naquele dia 8 de abril, conseguiu baixar a poeira do show. Depois de tocarem Let Me Go Rock N’ Roll, eis que uma música diferente toma forma na guitarra de Stanley. Era Stairway to Heaven! Algumas pessoas não seguraram as lágrimas, mas era só brincadeirinha. Paul emendou, de cara, Black Diamond para, logo em seguida, fechar a primeira parte do show com Rock N’ Roll All Nite. Um espetáculo a parte, uma chuva de papel picado, que tomou toda a platéia, deu um brilho especial e deixou todos os fãs na espectativa do que viria no bis.

Kiss 27E já começaram com Shout It Out Loud, Lick It Up e Won’t Get Fooled Again (cover de The Who). Logo após o bizarro solo de Gene Simmons, onde ele corta de vez sua língua e cospe fogo, foi a vez de o guri ouvir sua música preferida: I Love It Loud. Um hino, símbolo do rock n’ roll de arena e de toda uma era do estilo, uma música que traduz o Kiss de forma simples e objetiva. Que traz o público para dentro do palco e provoca uma interação entre o mesmo e a banda.

Parecia a ‘grande ilusão de carnaval’. Máscaras, sorrisos incontidos e, parafraseando Jobim novamente, para ‘tudo acabar na quarta feira’. E tudo acabou longe do Rio, em Detroit. Em Detroi Rock City! Com um show de fogos e um palco em chamas, literalmente.

Novidades

Kiss lançará um cd ainda em 2009. Paul Stanley prometeu, recentemente, que o novo álbum será ‘tão bom quanto os antigos’.

Para conferir o set list do show do Kiss no Rio de Janeiro, clique aqui!

Oasismania

A volta do Fã de Carterinha vai apresentar uma fanática por Oasis que não perdeu a oportunidade de ver a banda favorita em sua primeira apresentação da nova turnê no Brasil. Maria Amália de Sousa, secretária executiva trilíngue, nos contou na entrevista em “real time” como foi sua experiência prima de ir ao show dos irmãos Gallagher.

Logo na primeira apresentação do Oasis de volta ao Brasil, a fã, que ficou sabendo do show enquanto assitia o Fantástico, garantiu duas entradas – para ela e o “(futuro) marido” que “foi de companheiro, porque só conhecia Wonderwall” – na área Vip do Citibank Hall, no Rio de Janeiro.

 

Nem para fotografar Maria Amália parava de acompanhar o som ao vivo dos Gallagher.

Nem para fotografar Maria Amália parava de cantar junto com os Gallagher

Apesar de preferir o Familiar to Millions – show que acompanhou por DVD – porque “reuniu canções de todos os álbuns”, ela não teve o que reclamar da turnê Dig Out Your Soul, que traz o repertório do disco mais recente, lançado em outubro do ano passado.

Momentos Oasis
Desde criança aprendi a gostar de rock, pois meu pai sempre colocava o k-7 das bandas clássicas tocando todas as noites quando chegava do trabalho. Fui crescendo e conhecendo as novas bandas, através dele e da internet. Internet naquela época era só MIRC e ICQ. Fiz várias amigas e com eles fui conhecendo novas bandas de britrock, e me apaixonei por Oasis. Quando minhas amigas e eu saíamos pra viajar, fazer churrascos ou até mesmo estudar depois da aula, sempre colocávamos Definitely Maybe e The Masterplan pra tocar. Lembro muito, com saudades, desta época.


Sou muito discreta. Tenho todos os álbuns e dvds originais, mas não uso nunca, para manter o aspecto de novo (maluquice). Tenho todas as mp3 em computador. Posteres e camisetas só quando eu era adolescente. Posso dizer que amadureci junto com a banda, rs rs.

 

Oasis RJ

Expectativa
Desde o momento que saí de casa, tudo valeu a pena. No show de abertura, ver o Samuel Rosa cantando Helter SKelter com a banda Cachorro Grande. Ver Liam e Noel a menos de 2m de mim. Pular, berrar, cantar junto Lyla, Champagne Supernova, Supersonic, I am the walrus. Bom, eu sou super fã da banda, já sabia até o olhar e a postura do Noel ao tocar cada música, e as poses sem noção ou saídas de palco do Liam quando o Noel cantava. Não teve nada que superou minhas expectativas, o comportamento deles no palco é bastante previsível.Antes de sair de casa eu falei com o Wagner: “se eu morrer depois do show, vou morrer extremamente feliz”.

O que faltou
Live Forever. O público todo gritava Live Forever o tempo inteiro, mas eles não abriram mão do repertório da turnê. Não incluíram a música.

Recado
Desculpem os fãs de heavy metal e classic rock. O Oasis é a melhor banda de rock do mundo e ponto final.
Não coloque nenhuma referência minha, para ninguém querer me matar depois.

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Ah, Maria Amália não gosta de Blur.

Salada rítmica com Bajofondo

O que a ex-novela global A Favorita tem em comum com o filme ganhador do Oscar O segredo de Brokeback Mountain? Melancolia combina com ritmo dançante? Rap se dá com música de raiz?

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As respostas para essas perguntas podem ser encontradas nos oito artistas que formam o Bajofondo. Presentes no Brasil para quatro shows no início de Maio, essa banda metade uruguaia e metade argentina encantou o público brasileiro com as músicas do seu álbum mais recente, Mar Dulce, lançado em 2008.

Quem apenas tinha como referência a música Pa’ Bailar que foi tema da novela A Favorita, se supreendeu com a mistura de gêneros e referências musicais hip hop, rap, rock, folk, milonga, ritmos afros e claro, o tango. Pa’ Bailar faz parte do primeiro trabalho do grupo: Bajofondo Tango Club (2002), que demorou um ano para ser realizado e atingiu grande sucesso, ganhando um Grammy Latino em 2003 e um prêmio Carlos Gardel.

Segundo Gustavo Santaolalla, um dos fundadores do projeto, na página do MySpace do grupo:

bajofondo3“Com Bajofondo, nós não gostamos do rótulo de Tango Eletrônico porque nós tentamos fazer música contemporânea do Rio da Prata (que divide os territórios da Argentina e Uruguai): música da Argentina e música do Uruguai. Obviamente, se você quer fazer música que venha de lá ou que represente aquela parte do mundo, o tango fará parte disso – mas no nosso caso, assim como rock ‘n’ roll, eletônico e hip hop. Esperançosamente, uma nova linguagem, não tango puro.”

Nova também é maneira como fazem música. A maioria dos integrantes tem projetos paralelos, quatro moram no Uruguai, dois na Argentina e dois em Los Angeles, nos EUA. A internet vira ponto de encontro para troca de informações e idéias.

Infelizmente os shows no Brasil acabaram e o próximo será realizado em Buenos Aires, dia 24.

Nomes

Bajofondo – em espanhol, algo como Baixofundo.

Tango Club – o grupo tinha esse adendo no nome: Bajofondo Tango Club, mas optaram por retirá-lo visto que suas referências musicais vão além do tango eletrônico, gênero trabalhado especificamente por bandas como Narcotango, Tango Crash e San Telmo Lounge.

Integrantes

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Gustavo Santaolalla – guitarra, percussão e vocal. O argentino é o criador, juntamente com o uruguaio Juan Campodónico, do projeto Bajofondo. Ganhou dois Oscars pela melhor trilha sonora original dos filmes Babel e O Segredo de Brokeback Mountain. Participou da trilha de Diários de Motocicleta, pela qual ganhou um prêmio BAFTA. Fez também a trilha sonora de 21 Gramas e Amores Perros. Ganhou, ainda, nove Latin Grammys e três Grammys Awards.

Juan Campodónico – produtor musical, DJ, cuida da batida, samplers e guitarra em Bajofondo. Vem trabalhando a fusão de música eletrônica com outros estilos desde a década de 90, com a banda Peyote Asesino, a primeira do Uruguai a fundir hip hop com rock contemporâneo. Fundou com Santaolalla o projeto Bajofondo. Produziu o músico Jorge Drexler, cujo trabalho Sea foi nomeado ao Grammy Latino na categoria melhor Álbum Pop. Participa também do grupo El Cuarteto de Nos.

Luciano Supervielle – piano, teclado e scratch. Começou a carreira fazendo música Hip Hop com a banda Plátano Macho, no Uruguai. Conhecedor de música francesa, mexicana e claro, riopratense, ele fez parte da primeira geração de músicos uruguaios que alcançaram sucesso dentro do próprio país, em meados da década de 90.

Javier Casalla – violino. Fez parte da Orquestra Filarmônica de Buenos Aires como solista. É tido com um dos violinistas mais variados e inspirados de sua geração. Ele vai de rock a tango, música folclórica a jazz e clássico. Tocou em trilhas sonoras de filmes como Amores Perros, 21 Gramas, Tango, Sol de Outono, Cohen vs. Rossi e Diários de Motocicleta.

Martín Ferres – acordeon. Seu instrumento, um clássico Alfred Arnold, é reforçado com dois microfones especiais, que permitem que seus solos tenham poderoso impacto na miscelânea musical do grupo. Suas notas em Bajofondo são versáteis: passam pelo sensual, agressivo, melancólico…

Gabriel Casacuberta – Baixo elétrico e contra-baixo. Participou da composição de diversas trilhas sonoras de cinema (O banheiro do papa) e tocou com artistas como Jorge Drexler. È considerado um dos músicos mais experiente do Uruguai. Com Luciano Supervielle, já participou de variados projetos musicais.

Adrián Sosa – bateria. Engenhoso e econômico, o músico precisa dar ritmo ao espetáculo do Bajofondo, sem no entanto atrapalhar a expressão de outros instrumentos.

Verónica Loza – VJ e vocals. A única mulher do grupo é também a única responsável pela arte visual do espetáculo. Seu desafio é combinar o ritmo das imagens ao ritmo musical do Bajofondo, numa espécie de produção ao vivo de videoclipe. Ela também realiza trabalhos artísticos como fotógrafa.

jukebox

Depois de uma temporada off, o Estúdio ao Vivo volta com um show de cobertura nas postagens do blog versão 2009 que vem com novidades, promoções, coberturas e seções remasterizadas trazendo o melhor da música.

A nova turnê do blog invade a agenda dos internacionais que já passaram ou que ainda vão subir nos palcos da terra brasilis neste primeiro semestre. Durante a semana, a Jukebox vai divulgar the best of the Gringos.

Além disso, nós vamos trazer a cobertura do show do Rappa, em Viçosa, que aconteceu ontem, dia 16 de maio.

ARE YOU READY?

Promoção O Rappa

O grupo O Rappa apresentou ontem (16) em Viçosa- MG músicas do seu novo CD 7 Vezes (2008), além de sucessos como “Homem Amarelo”, “Pescador de Ilusões” e “O que sobrou do ceú”.

rappaO CD de inéditas, lançado após 5 anos sem gravações em estúdio, é muito menos explosivo do que era de se esperar d’O Rappa. A apresentação ao vivo carrega essa mesma energia contida. Seria um convite à reflexão?

Durante o show, o vocalista Falcão explica o significado da capa do disco: é muito fácil apontar para os outros. O que se propõe aqui é julgar a si mesmo.

Quer levar para casa o novo CD do grupo O Rappa? Basta comentar neste post até as 22h59 deste domingo (24/05) com nome completo e e-mail válido. Faremos o sorteio com o Random.org.

Boa sorte!

Novidades
A banda Chevette Hatch deve tocar em Viçosa-MG em breve. Informação do Gaguinho (baterista).

Entrevista – Fernando Anitelli

Após dois anos, o Estudio ao Vivo entrevista novamente Fernando Anitelli. Ele fala sobre o passado e o futuro do grupo, e os novos projetos.

Fernando Anitelli

Dois anos depois
A gente é um grupo que ainda está aprendendo muita coisa, produzindo as apresentações, na estrada, fazendo. A gente não é uma Trupe que ensaia muito, não tem muito tempo para conceber o espetáculo, essa brevidade de poder ensaiar. A gente vai, vê como é o lugar no dia, onde tem que pendurar tal coisa, o que tem. Continuar lendo

Entrevista – Galdino (TM)

Durante a cobertura do show O Teatro Mágico (sim, ainda eles), conversamos com Galdino (violino, bandolim e vocais). A entrevista exclusiva, em que ele fala sobre a nova fase d’O TM, você confere agora:

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A poesia prevalece
“O primeiro trabalho de O Teatro Mágico foi totalmente independente. O segundo também é, mas o primeiro foi feito sem muito recurso, chamando os amigos para participarem da gravação de forma gentil, amigável. E era muito difícil, muito complicado: pagar o custo, falar de poesia, fazendo teatro, se maquiando, propondo uma crítica, uma discussão sobre a indústria.

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