Artista Completo

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São 33 anos de música, dança, sensualidade e carisma em cima do palco. Ele já foi “O Amante” (1979), “Espetacular” (1982) e “Aventureiro” (1998) em discos que somam mais de 20 na carreira – dentre inéditos, regravações e coletâneas. Sidney Magal saltou de programas de TV, boates e casas noturnas aos palcos europeus; de música italiana e MPB aos ritmos latinos; e com influências que formam uma verdadeira “salada musical” (expressão do próprio artista) construiu um caminho de sucesso.

Festa Brega

A decoração do palco, as músicas de abertura e as roupas dos organizadores adaptavam o ambiente do Espaço Multiuso na Universidade Federal de Viçosa ao tema da festa que trouxe como principal nome Sidney Magal. Ainda na fila de entrada, era clara a diversidade do público em relação a idade e estilo mas, ao mesmo tempo, a animação compartilhada. Cores e combinações inusitadas traduziam a diversão de cerca de 4.500 pessoas no evento produzido pelo Hospital São João Batista em parceria com a Comissão de Formatura-UFV (Janeiro de 2010).

A banda Ponto Com deu início às apresentações da noite, com repertório nostálgico que incluía sucessos da Jovem Guarda, do estilo Brega, Lambadas, músicas infantis e internacionais – Bee Gees, ABBA, The Beatles, Village People, dentre outros. O grupo ainda retornaria ao final para cantar os estilos Axé e Sertanejo. O DJ Alessandro Trevisano também participou como atração.

Ao ser anunciado o nome de Sidney Magal, o público concentrou-se em frente ao palco. Cartazes chamaram atenção e as manifestações de fanatismo pelo cantor dificultaram o trabalho dos seguranças.

A dimensão reduzida da estrutura não impediu que Magal mostrasse as danças características que traduzem o suingue latino do artista. Apesar de não contar com a participação de instrumentistas, Magal conseguiu valorizar cada momento com uma atuação que segurou a animação do público até o final do show.

Em entrevista ao Estúdio ao Vivo, Magal falou sobre a paixão pela música e o segredo de uma carreria duradoura.

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Versatilidade

Eu acho que o que mais fez com que o meu trabalho fosse muito eclético foi devido a minha experiência de trabalhar na noite. Eu cantei muito em churrascarias, cantei muito em boate… Quando eu não tinha repertório próprio, eu cantava música amaricana, música italiana, música francesa, música espanhola… E isso me deu uma cancha muito grande no palco, me permitindo que realmente eu variasse bastante dentro do repertório. É lógico que isso traz experiência, eu passei muitos anos realmente cantando na noite, depois viajei, fiquei um ano e meio morando na Europa. E quando voltei eu já me considerava um artista bem completo no palco. Acho que isso é que abriu realmente os horizontes para que eu cantasse qualquer gênero musical, sem dúvida ficando muito mais no gênero latino, que é o grande barato da minha carreira a vida inteira.

Romantismo

Eu sempre disse que o meu trabalho, a pretensão do meu trabalho era divertir as pessoas, fazer com que as pessoas se apaixonassem pela vida e vivessem sorrindo. Acho que meu bom humor, principalmente nas minhas músicas, é o grande barato. Sandra Rosa Madalena, 33 anos depois, continua sendo cantada por crianças. Então é sinal de que a música leva as pessoas para cima, e é o alto astral do trabalho. Então eu acho que o romantismo, a alegria, a “Alegria de Viver”, que inclusive é o título de uma música minha, de 1982, é que fazem com que meu trabalho se perpetur por tanto tempo.

Público

Eu tenho feito muitas festas assim, amanhã mesmo em São Paulo eu vou fazer a formatura de uma faculdade também, que é um público de quatro, cinco mil pessoas, e eu fico muito feliz, muito realizado quando vejo que o público canta todas as músicas de sucesso dos anos 70. Então isso é bom porque não foram só os pais que passaram pra eles, mas eles absorveram, sem dúvida, um trabalho que é muito alegre. Eu estava ouvindo agora o pessoal cantando Balão Mágico, e é impressionante, porque nenhuma dessas pessoas viveu a época do Balão Mágico, e no entanto elas se sentem tão felizes como se tivessem vivido. E a música é isso, a música transmite coisas boas e quando ela é realmente muito verdadeira, acaba ficando nas pessoas. Renovação Eu gravei alguns discos em que as minhas músicas apareceram modernizadas porque eu acho que o som atualiza e muda, a emoção é a mesma. Então a gente tenta sempre modernizar alguma coisa.

Ritmo

A maioria das músicas não foram compostas por mim. Sandra Rosa Madalena, por exemplo, é uma autoria do produtor e do meu diretor de carreira, ele foi meu empresário durante muitos anos, foi ele quem escreveu Sandra Rosa. Meu Sange Ferve é uma versão que também não é minha. O Tenho é uma versão minha. O que me levou a fazer tudo isso foi sentindo uma emoção cada vez maior das pessoas com relação aos ritmos que eu gravava. O ritmo é uma coisa muito importante. A música, da forma como ela é escrita, da forma como ela é executada, é muito importante. Eu acho que foi tudo isso que me levou realmente a gravar o que eu gravo.

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Agradecemos ao produtor Indio e à equipe dos escritórios da Bahia e de São Paulo, à Comissão de Formatura, a Maria Inês (Hospital São João Batista) e, em especial, à simpatia e à contribuição de Sidney Magal.

Em breve, galeria de fotos de Sidney Magal.

Foto: Amanda Oliveira
Imagem de topo: Lara Marx

Complemento
O fato do show ter sido realizado em Playback foi muito criticado por algumas pessoas que acompanharam a Festa Brega (e comentado no texto quando afirmamos que foi realizado o show sem instrumentistas).

É claro que criou-se uma expectativa para que metais e percussão se destacassem tanto quanto o artista principal. Ainda assim, Magal mostrou-se disposto a manter animação do público, mesmo sozinho em palco.

Também é válido ressaltar que a organização poderia ter desprendido mais atenção em relação à segurança do espaço reservado como “Camarote”. A grade de proteção foi derrubada e a área era comum à do camarim, o que é um problema recorrente em Viçosa-MG (mais recentemente, no show do grupo O Rappa, seguranças e organizadores encontraram dificuldades para conter as pessoas que tentavam se aproximar dos artistas).

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6 comentários sobre “Artista Completo

  1. Tô bem triste por ter perdido 😦
    Nunca fui num show do MITO Magal!

  2. é, Osw, Magal virou mito pra gente principalmente pela atenção e receptividade.

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