No Ar: Musical Box [3] · A sinfonia progressiva de Grobschnitt

Krautrock – Referência musical alemã
Psicodelia, progressivo, espacial, arritmia: a base do rock alemão de fins dos anos 60 era transpor o ouvinte para uma realidade diferente, ilimitada, surpreendente. Tudo isso, através de combinações da performance cênica, do pioneirismo eletrônico e das referências britânicas – como Pink Floyd (Syd Barrett), Yes, The Beatles e Genesis.

O som tornou-se uma vertente difundida por nomes como Kraftwerk e batizada de Krautrock*. A experimentação e valorização do ritmo eram as marcas dessa geração. Com originalidade e improviso, o rock underground era construído por músicas que, apesar da grande duração, não se perdiam em acordes e expressavam insatisfação com a realidade alemã.

*Curiosidade: o DJ inglês John Peel “cunhou” o termo Krautrock quando escutou o disco Psychedelic Underground (1969), da banda Amon Düül. Kraut era a forma como os ingleses referiam-se aos alemães nas Grandes Guerras.

Sinfonia – o corte brusco de Crew a Grobschnitt
Obras primas musicais e canções de mais de 10 minutos executadas com técnica requintada em apresentações teatrais. A presença marcante dos jovens alemães Joachim Ehrig (bateria), Stefan Danielak (guitarra base e vocal), e Gerd-Otto Kühn (guitarra solo) transformou o que foi a pequena banda Crew em uma das mais importantes representações do rock progressivo mundial: a banda Grobschnitt.

Com críticas sociais e políticas aliadas ao bom humor picante, o primeiro álbum do grupo foi lançado em 1972, apresentando o tecladista Hermann e o baixista Wolfgang Jager. Em 13 minutos e 44 segundos de acordes, a canção “Symphony” demonstra a personalidade de uma banda pronta para mostrar ao mundo o autêntico Krautrock.

A extrema sensibilidade em mesclar diversos estilos em uma só música, como progressivo, psicodelismo e blues, não foi suficiente para garantir o sucesso do álbum.

Foram dois anos de separação, até o retorno da banda aos estúdios, assumindo os apelidos Eroc (Joachim Ehrig), Wildschwein (Stefan Danielak), Lupo (Gerd-Otto Huhn), Mist (Volker Kerhs) e Pepe (Wolfgang Jager), e assinando o segundo trabalho “Ballerman”. Com longas faixas, grandes efeitos e a marcante “Solar Music”, o álbum foi o reinício de uma carreira de popularidade e prestígio.

Solar Music, executada ao vivo.

Dos 15 álbuns gravados entre 1972 e 1989 (incluindo apresentações ao vivo), o Rockpommel’s Land (1977) é considerado o mais importante. O disco, que traz um tema central representando a narrativa de um épico, vendeu cerca de 100 mil cópias.

No Ar: Musical Box
A sonoridade psicodélica de Grobschnitt será representada no especial Full Box desta quinta-feira no Programa Musical Box, com uma música do álbum Volle Molle. Gravado ao vivo em 1980, ele reflete a fase em que a banda assume um estilo mais popular.

Outros dois blocos do programa completam a playlist com Classic Rock, além do Rock’n Roll selecionado pelo convidado Gabriel Mendonça.

O Musical Box começa às 20h, pela Rádio Universitária 100,7 FM (Viçosa-MG). Acesse: http://rtv.ufv.br

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