Coletivizando elos e ideais

Da inquietação e da necessidade cultural, de idéias partilhadas e de desejos comuns. A autenticação do intercâmbio entre tons e solos e a efervescência artística em Poços de Caldas [MG] deram forma à verdadeira coletivização de ideais: o Coletivo Corrente Cultural.

A mudança de diretrizes e de concepções e a falta de espaços para a expressividade independente foram a força motriz para que um grupo de dispostos com interesses e sonhos em comum se unissem para criar, divulgar e extravasar “a cena artística sul-mineira”.

Para além de incentivar a cultura na cidade e na região, o Coletivo Corrente Cultural grita em uníssono a importância e os aplausos à produção local. Em sua primeira fase de atuação, traz a música como tom principal de seu ato, seja no sentido de “fomentar a criação, de democratizar a informação ou de renovar a interação entre músicos e ouvintes” [cccultural]

Em um ano de acordes e distorções, o grupo já atingiu altos tons na partitura cultural: realização da Noite Independente nos Bairros, levando a música a diversas regiões da cidade; Noite Independente no New York Pub, que apresenta o repertório autoral das bandas e é realizada uma vez por mês; Corrente Mostra, com ocupação do espaço público através de apresentações musicais e oficinas gratuitas de capacitação para novos artistas; além dos festivais Manancial (Festival Estudantil de Bandas Independentes) e o #VaiSuldeMinas, acompanhados de workshops técnicos e discussões a respeito dos rumos da cultura no país.

 

Coletivo Corrente Cultural encerrando o Festival #VaiSuldeMinas - foto: Thaís Helena

 

O Festival #VaiSuldeMinas encerrou o ano de atividades do Coletivo Corrente Cultural nos dias 11 e 12 de dezembro, mostrando a que veio o movimento e apresentando um elevado nível musical de grupos independentes de Poços de Caldas [MG], Patos de Minas [MG], Pernambuco [CE], São Paulo [SP], Juiz de Fora [MG] e Taubaté [SP]. [a cobertura completa do Festival você acompanha no Estudio ao Vivo nas próximas semanas]


Grupo Elementos, um dos vencedores do Festival Manancial, na abertura do Festival #VaiSuldeMinas

 

Além disso, no dia 27 de dezembro, a última Noite Independente do ano, realizada no New York Pub, trouxe ao público que lotou o espaço, os compassos marcados em percussão e brasilidade da banda Jack Jow [Lucas Malaquias (bateria), Rafael Andrade (vocal e violão), Guilherme Dias (guitarra), Breno Scalla (baixo) e Jully (percussão) ] e o rock melódico e autêntico da banda Mekanos [Cristiano Figueiredo (bateria), Guilherme Fernandes (baixo), Gustavo Infante (vocal e guitarra) e Victor Negri (vocal e guitarra)]. Entre pedidos de “bis” e receptividade, a noite foi encerrada como um manifesto à música independente de qualidade.

 

A banda Jack Jow abriu a última Noite Independente do ano

 

Entre elos
O Corrente Cultural estabelece elos com outros coletivos – união de pessoas com afinidades, para produzir algo em comum. O intercâmbio de arte e idéias é realizado por meio de uma conexão com o Circuito Fora do Eixo, uma rede nacional de coletivos culturais articulados, “baseada no intercâmbio de tecnologias aplicadas à cadeia produtiva da cultura”.
O CFE se organiza por meio de Pontos Fora do Eixo em todo Brasil: coletivos responsáveis pelas ações locais e pela integração às ações regionais e nacionais.

A independência em corrente
Solando a introdução do especial 4 anos de Estúdio ao Vivo, a música independente tem sido para o blog um dos seus principais acordes: valorizar músicos, compositores, pintores ou qualquer tipo de artista que traga cultura em tons maiores. Por isso, começamos apresentando uma iniciativa que tem em seu princípio, os nossos. Daqueles que enxergaram na ação pela cultura a melhor forma de valorizar identidades de expressão.

 

Links
Coletivo Corrente Cultural
Site
Twitter – @cccultural

Banda Mekanos
Myspace
Twitter – @mekanos

Banda Jack Jow
Myspace

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Agradecimentos

Ao Coletivo Corrente Cultural pela abertura, pela atenção e pela iniciativa.
A Karina Delgado e Thaís Helena pelas fotos e apoio técnico.

Compasso em 4 tempos

Em quatro anos de essência musical, tocamos para você, leitor, os bastidores, os ensaios e o ao vivo. Mostramos o melhor da música, diversos os ritmos. Divulgamos, criticamos, opinamos, acolhemos ideias e valorizamos profissionais. Construimos um repertório independente, alternativo e direcionado também para público, artistas e produtores.

É neste momento que mudamos de tom, mas amplificamos o volume e mantemos a melodia livre que marcou nosso estilo. O Estúdio ao Vivo chega à cidade de São Paulo, onde já realizamos coberturas especiais, e começa, a partir de hoje, a disseminar os acordes com sotaque baiano e mineiro também por aqui.

Mas, não é só no ambiente que o Estúdio apresenta novidades. No dia 18 de outubro, brindaremos o aniversário com séries especiais, layout exclusivo (por André Pacheco), novos colaboradores e interação com outras manifestações artísticas.

Enquanto aguardam a programação musical, já podem acompanhar esta semana a Conexão MG-SP, que iniciamos via Twitter: Amanda Oliveira postou em tempo real sobre o Musical Box Alive XVII, que levou ao Galpão em Viçosa a banda Mantra (BH), com abertura de O Quinto; e no último sábado, Lara Marx falou das impressões sobre os shows de The Limousine Drivers, Maglore e Vivendo do Ócio no Clube Outs (SP). Esta semana é tempo de conferir os compassos em detalhes.