Nicoloco parte 1 – Todas as faces dos anos 80

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Durante muitos anos a cidade de Viçosa tem acompanhado o surgimento de eventos paralelos e em referência à tradicional Marcha Nico Lopes, movimento originado em 1929 em homenagem a Antônio Lopes Sobrinho. Boêmio e dono de um bar na cidade, o personagem inspirou o estudante Antônio Secundino de São José e amigos a criarem a Marcha que servia como suporte para críticas à universidade e à política regional e nacional.

Entre as festas que surgiram como concentração para a Marcha, a Nicoloco acontece desde 2003 e chegou à sexta edição neste fim de semana, com as atrações Banda Ploc e Bolêros do Samba na sexta-feira (16), Akikalô e Axé Mondo no sábado (17). O adiamento do evento em função de orientação da Secretaria Municipal de Saúde sobre a Gripe Influenza A H1N1 não impediu que o público lotasse o Espaço Fama.

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No primeiro dia, a Festa a Fantasia teve como trilha sonora, além de músicas comandadas pelo DJ Kaion, o clima dos anos 80 na voz, instrumentos e brincadeiras dos cariocas Fábio (vocal e guitarra), Rafa (bateria), Neném (baixo), Lorena (vocal) e Hélio (teclados). Integrantes da Festa Ploc, que se tornou a marca das festas estilo anos 80 no Rio de Janeiro, o grupo trouxe repertório que inclui covers variados, do pop-rock de Paralamas do Sucesso, RPM e Capital Inicial a Rosana, Balão Mágico, Trem da Alegria e Xuxa.

Antes do início do show “o melhor, o pior e o mais engraçado dos anos 80”, o Estúdio ao Vivo realizou entrevista exclusiva com o vocalista Fábio. Confira:

Festa Ploc – origem
A Festa Ploc é conhecida pelas músicas dos anos 80. O Luciano Viana, quando fez a Ploc, juntou uma coisa com a outra: quis montar um show que tivesse tanto o lado sério dos anos 80 nacional (Paralamas, Lulu, Kid Abelha), quanto essa parte infantil (Balão Mágico, Simony, Raul Seixas, com Pluct Plact Zum) e de músicas chamadas Bregas (a gente canta Rosana, Wando…).

A gente coloca fantasia, entra o Bozo (um dos integrantes de fantasia do palhaço Bozo durante a apresentação e interage com o público com músicas e brincadeiras). Quando me chamaram para entrar na festa Ploc, eu pensei “vou tocar música de criança?”. Entrei, vi que dava certo, que a gente toca música de criança para adulto.

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Importância dos anos 80
A década de 80 foi a que mais produziu bandas que se mantiveram até hoje. Paralamas, capital Inicial, Lulu Santos Kid Abelha, tem uma lista muito grande de bandas, de cantores, de artistas. Eu, particularmente, acho a década mais forte em termos do que a gente tem até hoje. Depois disso, vinheram os anos 90 que tem Skank, Cidade Negra, Jota Quest, mas é uma outra década que não tem tanta coisa como nos anos 80. E a gente está falando de rock nacional, porque tem o rock internacional e surgiram milhares de bandas.

Revive dos anos 80
Eu gosto muito de tocar anos 80 e a galera gosta por causa disso, porque todo mundo conhece, é uma década que pega várias gerações. A gente quando vai tocar na Ploc não tem só velho, porque anos 80 parece que tem pouco tempo, mas agora em 2010 já são 30 anos. Então, todo mundo curte.

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Como encerramento do primeiro dia de evento, a banda Bolêros do Samba, de Ipatinga, subiu ao palco e tocou pagode e samba, garantindo uma variedade ainda maior de ritmos para a Nicoloco.

Amanhã você confere as entrevistas com as bandas de Axé que tocaram no segundo dia de Nicoloco.

Entrevista Chevette Hatch

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Com a irreverência e a energia dos anos 80, a banda Chevette Hatch encerrou a festa Flash Back, no dia 09 de outubro, em Viçosa. Logo após a passagem de som, a banda conversou com o Estudio ao Vivo.

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Mais informações sobre a banda Chevette Hatch na entrevista que o Estudio Ao Vivo fez com os integrantes em 2006.

Site Oficial
Chevette Hatch