A Morte de um gênio

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“Michael Jackson está morto”. Assim Willian Bonner, âncora do Jornal Nacional, o telejornal brasileiro de maior prestígio, anunciou para todo o país o fim de um reino. Horas atrás, incrédula, a equipe do Estúdio ao Vivo recebeu a notícia. Infelizmente não era nenhuma brincadeira, como pensamos que fosse. O “Rei do Pop” faleceu hoje, por volta de cinco horas da tarde, em Los Angeles, EUA.

Michael começou sua carreira ainda garoto. Pertencente a uma família de músicos, foi integrante dos Jacksons 5 (posteriormente The Jacksons), abusado pelo pai – que o espancava e aterrorizava psicologicamente -, mas bem sucedido, apesar de tudo. Com os irmãos, emplacou hits como The Love You Save e I Want You Back. Continuar lendo

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‘Só canto o que eu acredito’

Aline Calixto, que se apresenta em Viçosa. Foto por Guto Costa.

Aline Calixto, que se apresenta em Viçosa. Foto por Guto Costa.

Carioca de nascimento, mineira de formação, sambista de alma: Aline Calixto, cantora que se apresenta hoje em Viçosa, retorna ao palco que a lançou para a vida musical. Foi ela, acompanhada da Banda Beba do Samba, que tornou tradicionais as quintas-feiras no Bar do Leão.

Aos 6 anos de idade, Aline veio para Minas Gerais. Mais tarde, cursou e ministrou aulas de Geografia. Mas a música tocou mais alto: do sucesso no espaço que tornou-se pequeno para o público que a acompanhava, veio a mudança para Belo Horizonte – a produção, as parcerias, o espaço para crescer e mostrar todo o talento.

Aline Calixto já é o novo nome de destaque da MPB. O show de hoje não terá as canções do CD, mas um encontro entre novos e eternos parceiros, como conta na entrevista exclusiva concedida agora há pouco ao Estúdio ao Vivo:

O CD
O CD chega às lojas de todo o Brasil no dia 25. O que eu quis trazer para esse trabalho, que nesse momento reverencia o samba – é porque é um CD praticamente com sambas e batucadas – eu quis mostrar o meu trabalho, tanto de intérprete como de compositora, e dos antigos e dos novos compositores também. Porque eu acho muito importante a gente poder, sempre que possível, unir essas linguagens. O antigo e o novo juntos eu acho que funciona bem. Quando a gente consegue conduzir isso de uma maneira legal, todo mundo sai ganhando. Continuar lendo

Entrevista Nenhum de Nós

Entre um gole e outro de café, um bate papo bem mineiro com sotaque gaúcho se estendeu por cerca de meia hora. Thedy Corrêa, Veco Marques e Carlos Stein falaram sobre carreira, música, influências e amizade.

A partir de amanhã, disponibilizaremos a entrevista na íntegra, em áudio e arquivo PDF, com mais informações sobre Nenhum de Nós e toda a irreverência dos integrantes da banda.

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Carlos Stein (guitarra), Thedy Corrêa (vocal) e Veco Marques (guitarra e violão)

Tudo começou com uma amizade. Thedy, Sady e “Carlão”, os fundadores da banda, ainda prezam muito a amizade que deu origem ao Nenhum de Nós.

…E no começo de tudo
Thedy: A nossa relação de amizade tinha a música sempre como um ingrediente e, em um determinado momento da música brasileira, do rock, parecia muito viável que uma amizade se transformasse em uma banda. O Carlão iniciou um projeto musical e não foi adiante, ele deu as tintas e os caras foram embora: era o Engenheiros do Hawaii. E aí ele ficou com a guitarra e pensou “O que farei eu com a guitarra agora? Vou fazer outra banda”. A gente começou a ensaiar num lugar bem garagem. A bateria era improvisada, era um contrabaixo muito ruim. Só que a gente foi gostando.

O que eu acho que a gente teve de principal é que esses projetos que a gente tinha na cabeça, mesmo à frente dessas limitações de música, de instrumento, a gente conseguiu levar à frente. E essa é a ponte que a gente podia fazer com o hoje: a gente pensa muito a nossa música. A gente trabalha muito com música sem meter a mão no instrumento: num café, num bar, a gente conversa tanto sobre música que ali é uma parte muito importante para o nosso processo de criação. Então acho que talvez isso seja o principal nessa nossa história toda.

E aí veio  Camila
Carlos: É uma série de coincidências que acabaram gerando essa música, é curioso imaginar. Quando a gente começou, existia um clima romântico por trás do rock naquela época, existia uma fé de que uma boa música era capaz de tudo e, hoje em dia, eu acho que essa fé já foi destruída.

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Nenhum de Nós de braços abertos

Percebe-se que a banda faz uma boa apresentação (em termos técnicos) quando a qualidade vocal e instrumental é idêntica à dos discos.

Sexta, 19 de junho. A quantidade de pessoas esperando a entrada no Espaço Multiuso foi a primeira surpresa, pela divulgação restrita do evento. O público de aproximadamente 2.300 chegou cedo para acompanhar o Arraiá de São Rock. A programação inicial previa apresentação das bandas BlackList e Trem Mineiro (Viçosa) e, como atração principal, o grupo Nenhum de Nós.

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Mais de quatro horas de viagem e muitas curvas depois, eles chegaram a Viçosa por volta de duas horas da tarde. O restaurante foi o primeiro lugar de parada, depois de descarregar toda a bagagem no hotel.

Após saciar a fome, a cafeteria foi uma boa pedida.

E com sabor de café, começou o nosso dia acompanhando o grupo Nenhum de Nós, que fez show ontem, em Viçosa. Continuar lendo

O Aviso d’o Rappa

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Chegando ao Espaço Fama (Viçosa – MG) no dia 16 de maio, o cenário exposto no palco antecipava o clima em que O Rappa se apresentaria tocando as canções do CD 7 Vezes. Realidade, religiosidade, crítica: elementos indispensáveis na música, na interpretação e na arte do grupo.

O_RappaApós a experiência de gravação do Acústico MTV (2005), podíamos esperar alguns elementos das próximas composições: uma levada mais tranqüila em algumas delas, um pouco do reggae que deu origem ao grupo e aquela batida marcada, um ritmo que não deixava público nem vocalista parados durante os shows. A certeza era de se deparar com a denúncia em letras que parecem geradas no íntimo dos que compartilham de “revoltas com causa”.

O 7 Vezes assusta, por surpreender. É escutar uma vez e se decepcionar. Duas vezes, e aceitar. Três vezes, e entender onde o grupo quer chegar. Nota-se um trabalho mais leve, não explosivo, com um misto de sonoridades – o que destoa de algumas letras (como Em Busca do Porrão), mas combina perfeitamente com as palavras um pouco mais poéticas, menos óbvias, de outras (Maria, por exemplo). O que viria a ser um show com canções clássicas – que mesmo os que não conhecem o grupo sabem cantar – em meio àquelas novas batidas, de som abafado e mistura de ritmos?

A reposta veio logo na primeira música: O palco cheio de efeitos de iluminação deixava Falcão às escuras. Ele correspondeu e atuou de forma sombria, enigmática, séria. A banda parecia deixar a mensagem: parem, escutem, prestem atenção ao nosso aviso, ao nosso recado.

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No palco, O Rappa mostra a maturidade de quem completa 15 anos de carreira, a técnica de quem conhece muito bem o que e para quem está tocando e a experimentação que fez o grupo assumir em fins dos anos 90 importância semelhante à das bandas brasileiras mais tradicionais. O clima de serenidade (nada parecido com o último show deles em Viçosa) quebrou-se aos poucos, com as músicas mais conhecidas, a exemplo de Pescador de Ilusões e O que Sobrou do Céu. Falcão ainda fez questão de chamar o roaddie mais antigo da banda para lembrar que se acidentou no primeiro show em Viçosa, na tentativa de fazer um stage diving (mergulho na multidão)

Questionado sobre o novo CD, o vocalista disse que o trabalho é a prova de que existe espaço para a música nacional de qualidade. Música que fez o público europeu reagir de forma positiva, e o público de Viçosa reafirmar a integração e identificação com O Rappa.

Promoção
Vocês devem estar lembrados da promoção do CD 7 Vezes, que realizamos em função do show d’O Rappa em Viçosa. Concorreram 14 participantes. O sorteio foi feito por meio do site Random.org. A vencedora foi a Gabriele Maciel. Parabéns!

Recados
Agradecemos: aos integrantes da banda que responderam às nossas perguntas mesmo sob pressão de atender todas as pessoas que esperavam por fotos e autógrafos; aos produtores d’O Rappa; a Sandro Resende.

O Estúdio ao Vivo começa a se regularizar para ter as postagens diárias. Até que dê tudo certo, agradecemos a paciência da galera que freqüenta e apóia o blog.

Falando em Kiss…

é com eles que inauguramos a sessão Soundtrack, no Estúdio ao Vivo.

DRCPelo visto, shows do grupo realmente despertam um espírito aventureiro nas pessoas. No filme Detroit Rock City (1999), garotos de uma banda cover dos mascarados de Nova York, fazem loucuras para conseguirem ir a um concerto do grupo. A história se passa no ano de 1978, no auge da disco music, quando ainda assim o rock n’ roll se mostra mais vivo que nunca.

Na trilha sonora oficial, claro, músicas que marcaram a época, apesar de dois equívocos. A track list traz a lendária Highway To Hell, do AC/DC (regravada pelo exótico Marlyn Manson para a trilha) e Makin’ It do ator e cantor David Naughton, que seriam editadas somente no ano de 79.

Grandes nomes, como Everclear, The Donnas e Pantera ainda participam fazendo variações das consagradas The Boys Are Back In Town (Thin Lizzy), Strutter (Kiss) e Cat Scratch Fever (Ted Nugent). Dentre as versões originais, destacam-se Running With the Devil de Van Halen, Iron Man do Black Sabbath e Jailbreak do Thin Lizzy.

KissO Kiss ainda aparece com Detroit Rock City – música que dá nome ao filme -, Shout It Out Loud e a inédita Nothing Can Keep me From You. Além disso, a formação original – Paul Stanley, Gene Simmons, Ace Freley e Peter Chris – faz participação especial no filme, que posteriormente foi incluído no terceiro volume do box Kissology, uma série de DVDs que conta a história dos mesmos. Mesmo não fazendo parte da trilha sonora original, Beth e Christine Sixteen inspiram o nome de duas personagens do filme.

Lançado em 1999, o filme ainda conta com a participação especial de Shannon Tweed, ex-coelhinha da Playboy e namorada de longa data do baixista Gene Simmons.